Autor: Aline Reis Roriz

  • Jovens ganham novas oportunidades de trabalho por meio do Vira Vida

    Jovens ganham novas oportunidades de trabalho por meio do Vira Vida

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    A tarde desta quarta-feira foi marcada por muita emoção no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga. Setenta jovens receberam o diploma de conclusão da 11ª turma do programa Vira Vida, uma iniciativa do Conselho Nacional do Sesi, que visa melhorar a vida de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social. No DF, as ações do projeto são desenvolvidas pelo Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) em parceria com entidades públicas e privadas.

    “Minha filha foi resgatada. Esse programa foi tudo na minha vida e da minha família. O Vira Vida transformou minha vida em todos os sentidos”, contou emocionada Domingas de Sousa, mãe de uma das formandas. Assim como a filha de Domingas, todos os jovens que passaram pelo Vira Vida têm uma história de superação e de sobrevivência. “Eu não tinha nada na minha vida, fui expulsa de casa pela minha mãe, não tinha sonho e nem objetivo. Eu entrei no Vira Vida e vi minha vida mudar”, afirmou outra jovem formanda de 17 anos.

    Esses alunos passaram por seis meses de intensas atividades no programa, com qualificação profissional e educação básica. A proposta socioeducativa é coordenada pelo Sesi-DF, com o apoio de uma equipe multidisciplinar, integrada por psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, entre outros. Nesta turma, a qualificação profissional foi composta por três módulos: Informática Básica, Auxiliar de Design e Lego, pelo Senai-DF. Já por meio do Senac, alguns jovens puderam concluir a capacitação de Assistente Administrativo, Auxiliar Administrativo e Recepcionista.

    A parceria com diversos órgãos, como Ministério Público e Defensoria Pública, possibilita oportunidades de trabalho a alguns desses jovens. Dos 70 formandos dessa turma, 85% já estão inseridos no mercado profissional. “Formar 70 pessoas que não tinham perspectiva de vida nenhuma, proporcionalizar a elas cursos profissionalizantes e, mais do que isso, um futuro pela frente. O Vira Vida é abertura de grandes portas do futuro desses jovens”, afirmou Elson Póvoa, primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra).

    Além das capacitações, todos os jovens recebem aulas de reforço nas disciplinas de português e matemática, e participam do módulo de atividades voltadas para o desenvolvimento humano, que inclui roda de terapia comunitária, vivência de resgate da autoestima, projeto de leitura, adolescentes em ação e projeto conviver. “É um trabalho muito bem sucedido que vem resgatar a vida de pessoas à margem da sociedade. Hoje, estamos em festa por dar uma nova chance a eles. Nós estamos pagando uma dívida com essas pessoas por terem sido excluídas da sociedade de uma forma tão brusca”, afirmou o superintendente do Sesi-DF, Albano Esteves de Abreu.

    12ª turma

    Ainda neste primeiro semestre de 2017, será realizado o processo de inserção da 12ª turma do programa no Distrito Federal. “Estamos com uma nova unidade para receber o Vira Vida, o plano de trabalho e a equipe já estão montados, é só uma questão de tempo para que os próximos 100 jovens sejam inseridos. Serão 16 meses de programa, contando quatro meses de aceleração e mais 12 de educação de jovens e adultos”, afirmou Cida Lima, coordenadora do Vira Vida no Distrito Federal. A partir dessa turma, as aulas do programa serão todas realizadas na unidade Sesi/Senai João XXIII, no Gama (DF). O local será inaugurado em breve e terá toda sua instalação destinada exclusivamente para as atividades do Vira Vida.

    Apoio distrital

    A eficácia do Vira Vida chamou a atenção do legislativo local. Para as próximas turmas, o programa contará com aporte financeiro, já previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), por meio de emenda parlamentar do deputado distrital Rodrigo Delmasso. O projeto está alocado na Secretaria de Estado de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude (Secria).

    “Eu conheci o programa em 2008, e sou apaixonado pelos resultados que ele traz para cada um aqui. O maior valor que ele traz é a capacidade de sonhar que foi recuperada na vida desses jovens. Qualquer mudança começa com um sonho. A segunda ação é a atitude. E a terceira é acreditar que você pode fazer aquilo”, enfatizou Rodrigo Delmasso, durante a formatura.

    Delmasso destacou que, enquanto estiver como deputado, irá destinar recursos para o Vira Vida. “Esse programa é essencial como política pública de estado”, finalizou o distrital.

    Rede de enfrentamento

    A indicação para participação no Vira Vida é feita por meio da Rede de Enfrentamento, composta por instituições como Conselhos Tutelares, Centros de Referência de Assistência Social (Cras-DF) e Organizações Não Governamentais. Em parceria com o Sesi, esses órgãos são responsáveis por avaliar e fazer o processo de inserção dos jovens no programa.

    Os interessados em participar do Vira Vida precisam fazer várias avaliações, como dinâmicas de grupo, vivências de autoestima, noções de português, além de uma entrevista individual. Depois da inserção dos jovens, eles participam efetivamente das atividades do programa que são compostas por qualificação profissional e aulas do processo educacional.

    Durante todo o projeto, os alunos são avaliados com base em critérios, como assiduidade e pontualidade e, de acordo com os resultados, serão indicados aos parceiros para possíveis inserções no mercado profissional.

    Texto: Aline Reis
    Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)
  • Vira Vida forma 11 turmas no DF e muda a vida de centenas de jovens

    Vira Vida forma 11 turmas no DF e muda a vida de centenas de jovens

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    “O Vira Vida na minha vida foi mudança total, eu era uma pessoa sem sonho, que não se importava com estudos, que não tinha nenhuma expectativa de futuro. Ele trouxe pra mim a segurança de poder sonhar, pensar e ir em busca daquilo que eu quiser”, contou a jovem Maria (nome fictício), de 17 anos. Ela é um dos quase 500 alunos que já foram atendidos pelo Vira Vida, no Distrito Federal. No dia 29/03, às 16h, no Centro Cultural Sesi, será a formatura de mais 70 jovens que fizeram parte da 11ª turma do programa.

    O Vira Vida, desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF), tem como objetivo resgatar jovens em situação de risco e vulnerabilidade social. Criado em 2008, pelo Conselho Nacional do Sesi, o Vira Vida foi implementado no DF em novembro de 2009.

    A 11ª turma do Vira Vida trabalhou com jovens, divididos em quatro classes: duas pela manhã e duas à tarde. A qualificação profissional foi composta por três módulos: Informática Básica, Auxiliar de Design e Lego, ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF). Já por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), alguns jovens puderam concluir a capacitação de Assistente Administrativo, Auxiliar Administrativo e Recepcionista. Além das capacitações, todos os jovens recebem aulas de reforço nas disciplinas de português e matemática, e participam do módulo de atividades voltadas para o desenvolvimento humano, que inclui roda de terapia comunitária, vivência de resgate da autoestima, projeto de leitura, adolescentes em ação e projeto conviver.

    O foco do Vira Vida é transformar a realidade de crianças e adolescentes, entre 14 e 21 anos, em especial, aqueles que sofrem violência sexual. Por meio da educação profissional, o jovem tem a possibilidade de superar os problemas sofridos, continuar os estudos e se qualificar profissionalmente, o que gera uma grande mudança de vida nos participantes.

    Para a coordenadora do projeto, Cida Lima, além de garantir os direitos de cada indivíduo, o programa também cria condições necessárias para que os jovens desenvolvam carreiras e alcancem autonomia. “O Vira Vida é um processo de valorização do indivíduo. Nós o acolhemos e entendemos os seus problemas e necessidades, de forma a oferecer as melhores oportunidades possíveis para que eles enxerguem o potencial que têm e passem a voar”, explica.

    História de superação

    A jovem Maria foi encaminhada ao Vira Vida por meio de um acompanhamento realizado no Hospital de Ceilândia. Ela entrou no programa em 2015 e participou da 9ª turma do Vira Vida no DF. Durante os doze meses de participação, ela teve a oportunidade de fazer três cursos profissionalizantes e conseguiu um estágio como menor aprendiz na Defensoria Pública, onde trabalha até hoje. “A partir do Vira Vida, eu aprendi a engatinhar e, agora, eu consigo caminhar por conta própria. Mesmo depois de um ano que eu conclui as aulas, o programa continua me acompanhando. É um projeto que não só ensina, ele ajuda, ele acompanha, ele está presente”, relata Maria*.

    Segundo Maria, o Vira Vida mudou o destino e o futuro de toda a família. Isto porque, antes dela, os dois irmãos mais velhos também precisaram de ajuda e encontraram, no programa do Sesi, o acompanhamento necessário para mudar de vida. “O Vira Vida é a paixão da minha mãe. Nossa família toda é muito agradecida. Para nós, em primeiro lugar, é Deus. Em segunda lugar, está o projeto”, conta emocionada.

    Maria ainda quis deixar um conselho para outros jovens que passam por momentos de dificuldade como ela passou. “Dizem que a gente só sabe daquilo que a gente vivencia. Eu passei. E quem melhor para tentar ajudar o próximo do que quem viveu aquilo”, afirma. Ela aconselhou que as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social procure ajuda e, principalmente, não se deixe abater por uma tristeza. “Sonhar é preciso. Ter experiência é importante. E acreditar em um dia melhor é mais do que necessário”, finaliza Maria*.

    Rede de enfrentamento

    A indicação para participação no Vira Vida é feita por meio da Rede de Enfrentamento, composta por instituições como Conselhos Tutelares, Centros de Referência de Assistência Social (Cras-DF) e Organizações Não Governamentais. Em parceria com o Sesi, esses órgãos são responsáveis por avaliar e fazer o processo de inserção dos jovens no programa.

    Os interessados em participar do Vira Vida precisam fazer várias avaliações, como dinâmicas de grupo, vivências de autoestima, noções de português, além de uma entrevista individual. Depois da inserção dos jovens, eles participam efetivamente das atividades do programa que são compostas por qualificação profissional e aulas do processo educacional.

    Durante todo o projeto, os alunos são avaliados com base em critérios, como assiduidade e pontualidade e, de acordo com os resultados, serão indicados aos parceiros para possíveis inserções no mercado profissional.

     
    Texto: Aline Reis
    Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)
  • Anônimos nos bastidores fazem acontecer o Torneio de Robótica

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    Se você acha que são apenas os 740 competidores que dominaram as instalações do Sesi Taguatinga, neste fim de semana (17 e 18/3), no Torneio Nacional de Robótica FLL, está enganado. Além desta turma animada, criativa e divertida há, trabalhando nos bastidores, um batalhão de pessoas que acompanhou de perto cada momento da competição, com o intuito de fazer do evento uma excelente experiência para os alunos e visitantes.

    Ao todo, são mais de 90 voluntários juízos, 100 voluntários anjos, além de dezenas de colaboradores na limpeza, alimentação e organização. Todos trabalhando com muita alegria, conforme o espírito do Torneio. “Queria poder trabalhar de anjo a vida toda. No fim das contas, a gente mais se diverte”, comenta a estudante e anjo da equipe Legofield, Bruna Eduarda, que garante que ser anjo é tão bom quanto competir. “Essa é minha segunda vez como anjo e eu encerro minha participação no torneio realizada”, declara.

    Para quem ainda não está familiarizado com a atividade, os anjos são aqueles que cuidam dos participantes do torneio, os orientando e dando todo o suporte que precisam. Em geral, esses voluntários têm a mesma idade que boa parte dos competidores.

    Outro grupo de voluntários que tem um papel fundamental para o desenvolvimento da competição são os juízes. “A robótica é minha paixão e essa agitação me faz bem e revigora”, comenta o estudante Luiz Gustavo de Souza, 17 anos, que já foi competidor do torneio e, desta vez, participou como juiz da arena. Os juízes atuam em diferentes frentes e estão divididos em todas as áreas da competição, sempre avaliando os competidores nos requisitos propostos pela FLL.

    Outro ex-competidor do DF que foi juiz nesta temporada do Nacional de Robótica, foi o jovem Gabriel de Jesus. Segundo ele, estar do outro lado da moeda também significa compartilhar aprendizado. “Fui competidor, anjo, mentor e agora juiz. Cada vez é uma experiência nova e enriquecedora. Dos bastidores, hoje, eu consigo entender como é complicado avaliar meses de desenvolvimento de um projeto em pouco tempo”, comenta o jovem.

    Gabriel é ex-aluno do Ebep, modalidade de ensino do Sesi e Senai-DF que permite ao aluno sair do Ensino Médio já com diploma técnico, preparado para atuar no mercado de trabalho. Ele, que foi aluno da unidade do Gama por oito anos, conseguiu o feito de passar por todas as possibilidades que a robótica dá a um estudante.

    Infraestrutura do Sesi a serviço do Torneio de Robótica

    Mais uma vez, o Sesi Taguatinga foi palco das disputas do Torneio Nacional de Robótica. Um dos desafios de receber um evento deste porte na instituição, segundo o responsável técnico pelo Torneio Nacional de Robótica pelo DF, William Vitorino, é criar uma logística que não atrapalhe o andamento da competição, que envolve muitas crianças e tem um cronograma rigoroso. “A equipe da unidade conseguiu otimizar os espaços, ser eficiente na limpeza, organização e tornar tudo mais dinâmico, o que conseguimos atingir com satisfação”, comemora.

    A festa do almoço

    Para todos os lados que se olhava, havia um grupo alunos, conversando, brincando ou cantando. Na hora do almoço, não seria diferente. Durantes dos dois dias de competição, o refeitório da unidade de Taguatinga virou um ponto de encontro e de alegria e quem tem curtiu esse momento é a equipe da Central de Produção de Alimentos do Sesi Gurá (CPA). “Esse clima é fantástico, em meio à correria, nós também acabamos nos divertindo. Toda hora alguém puxava uma música, um parabéns. Eles transformam qualquer ambiente em uma festa”, comenta Thaynara Oliveira, nutricionista do Sesi-DF.

    A cara do Torneio

    Figura carimbada nas últimas edições do Torneio Nacional de Robótica da FLL, o professor mineiro Victor Vinícius, ou apenas tio Victor, para os alunos, é um dos animadores da competição e comanda toda a apresentação das equipes e narração dos rounds, não deixando a animação esfriar. “São sete anos de Torneio e eu ainda me surpreendo com isso tudo. É uma grandiosidade que extrapola todas as expectativas”, comenta o professor.

    “Tenho uma visão diferente do torneio. Ao mesmo tempo que vejo tudo de fora, me sinto imerso no mundo deles. São claramente crianças especais que têm um diferencial nas suas vidas. A indústria esta de olho nesses meninos e querem esses profissionais que estão sendo preparados na base. Qualquer pessoa que tenha comparecido ao Torneio, pode ver isso e não teve como não se encantar. Eu apoio, pois esses meninos são fantásticos”, conclui. 

    Robótica na escola

    A educação tecnológica está inserida na formação acadêmica da rede Sesi de Educação, que tem colhido importantes resultados desde a implementação do projeto. Trata-se de um programa internacional, voltado para crianças de 9 a 16 anos. Por meio de uma experiência criativa, os competidores são desafiados a investigar problemas e buscar soluções inovadoras para situações da vida real, bem como programar robôs autônomos com a tecnologia LEGO® MINDSTORMS® para cumprir as missões da mesa de competições em 2’30”.

    Neste ano, a unidade do Gama expandiu o programa e passou a oferecer a metodologia Lego Educacional para os jovens moradores da região, que também podem ser inseridos no universo do Torneio de Robótica. A Escola de Robótica é destinada a alunos que cursam do 6º ano à 1ª série do Ensino Médio. As aulas são pagas e serão ministradas na unidade Sesi Gama, com dois encontros semanais e duração de 2 horas/aula.

    Texto: Marcus Fogaça
    Fotos: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)

  • Equipe do DF conquista vaga em Torneio Internacional de Robótica

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    A equipe LegoField, da unidade Sesi Gama, conquistou uma das 24 vagas para as etapas internacionais de Robótica, temporada 2016/2017. Na tarde desse domingo (18/3), foi divulgado o resultado do Torneio Nacional de Robótica First Lego League (FLL), realizado no Sesi Taguatinga. Além da vaga para o internacional, a LegoField ganhou o troféu pela melhor apresentação do Projeto de Pesquisa. O Distrito Federal ainda foi premiado com a equipe Bisc8, do Sesi Sobradinho, que ficou em segundo lugar pelo design do robô.

    As 24 equipes classificadas vão competir em festivais internacionais de robótica que serão realizados nos Estados Unidos, Dinamarca, Reino Unido e Austrália. O critério para distribuição das vagas foi o bom desempenho em diferentes categorias. A brasiliense LegoField vai disputar o Campeonato Aberto Internacional Reino Unido, que será na cidade britânica de Bath, entre os dias 21 e 25 de junho de 2017.final lego field corpo materia CRI1190

    Esta será a segunda experiência internacional da LegoField, demonstrando a força da robótica do Sesi-DF. “Gratidão é a minha palavra de hoje. Esse resultado coroa um trabalho desempenhado no Sesi Gama e entendemos que estamos no caminho certo. A robótica traz mudança de vida, mudança de patamar do ensino”, declarou a diretora da unidade Sesi Gama, Susana Assunção.

    A classificação para o internacional e o troféu pelo projeto é resultado de muita dedicação dos alunos e professores, que desenvolveram uma pesquisa para produzir órteses para animais com algum tipo de deficiência. “É a primeira vez que sobimos no palco para premiação do nacional, a segunda vez que somos classificados para o internacional e, ano que vem, viremos melhor ainda, quem sabe, com um troféu para o Brasil. Isso é tudo que queremos”, relata o técnico da LegoField, Atos Reis.

    final robotica bisc 8 corpo materia CRI0779A equipe Bisc8, do Sesi Sobradinho, também saiu premiada. Eles receberam o troféu de segundo lugar pelo design do robô. “Nós estamos muito felizes pelo fato da nossa equipe ser estreante e ter chegando ao patamar que chegou e ganhar o troféu. Nosso objetivo era chegar no internacional, mas, mesmo assim, temos sensação de dever cumprido”, explica o técnico da Bisc8, Jonas Dias.

    O Distrito Federal também foi representado por uma terceira equipe. A Albatroid, do Sesi Taguatinga, não recebeu nenhuma premiação, mas teve a oportunidade única de participar de um torneio nacional. “Foi muito bom esse torneio. Foi a primeira vez que participo de um nacional, é uma sensação incrível. Fazer tudo que a gente fez, da maneira que a gente fez, não precisava de troféu, eu já estou feliz por tudo que a gente passou. A classificação seria algo muito importante, mas com a Legofield representando o Brasil, a gente já está feliz”, declarou o competidor da Albatroid, Gabriel Antunes.final albatroid corpo materia CRI1888

    Equipe internacional

    A equipe Lego Field, classificada para o torneio internacional de robótica, preparou um projeto denominado “The Walking Pets”. Trata-se de uma plataforma virtual em que os donos de animais com algum tipo de deficiência locomotora possam solicitar a fabricação de órteses, de acordo com o tipo de limitação do seu animal. O serviço de desenvolvimento das órteses é totalmente humanitário e gratuito, oferecido por pessoas que, por meio da plataforma, fazem seus serviços de forma voluntária.

    Ao postar na plataforma a deficiência ou dificuldade locomotora do pet, os voluntários fazem uma avaliação para depois ver a real necessidade do animal em ter uma órtese que facilite a locomoção dele. Após a análise, o diagnóstico fica disponível na plataforma, para que o voluntário possa avaliar que tipo de órtese o animal precisa e se ele tem condições para ajudá-lo.

    A equipe chegou até este projeto após um trabalho de observação em feiras de doação de animais em que, apesar de existirem muitas tentativas para adotar bichos com algum tipo de deficiência física, não é de conhecimento público nenhuma medida eficaz que seja aplicada em larga escala e de forma gratuita para o tratamento e cuidado desses animais especiais.

    A equipe constatou que a deficiência mais encontrada entre eles é a paralisia de membros. Foi observado, também pelos alunos, que, nas feiras de adoção, apenas 10% do total de bichinhos escolhidos para ganharem novos lares são pets que apresentam deficiência motora.

    First Lego League

    O Torneio de Robótica First Lego League (FLL) tem o objetivo de despertar o interesse pelas ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Para isso, os alunos são inspirados e desafiados a pensar como cientistas e engenheiros. Os competidores, reunidos em equipes, buscam resolver problemas do mundo real. Além disso, planejam, projetam, constroem e programam robôs autônomos a partir da tecnologia Lego.

    Robótica no Sesi-DF

    O Sesi-DF oferece a todos os alunos do 6º ano ao Ensino Médio a opção de fazer Robótica no contraturno. São aulas ministradas por professores capacitados que estimulam o interesse dos jovens por áreas como química, física, matemática, engenharias e novas tecnologias. Durante esses encontros, as crianças e adolescentes aprendem brincando, por meio de uma forma de ensino inovadora.

    Desde 2013, o Sesi é o operador oficial do Torneio de Robótica FLL, em parceria com a instituição norte-americana FIRST (For Inspiration and Recognition of Science and Technology) e o Grupo LEGO Education (Dinamarca).

    Para outras informações, entre em contato com a Central de Atendimento, pelos telefones: (61) 3484-9617 para falar no Sesi Gama; (61) 3487-8613, no Sesi Sobradinho; e (61) 3355-9559, no Sesi Taguatinga.

     

    Texto: Aline Reis
    Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)
  • A animação toma conta do Sesi Taguatinga, em Torneio de Robótica

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    O primeiro dia oficial de provas no Torneio Nacional de Robótica First Lego League (FLL), realizado na unidade Sesi Taguatinga chamou atenção pela animação e alegria no rosto de todos os 740 competidores. Por onde o público passou, foi possível ver os olhinhos dos jovens brilhando, os braços vibrando a cada missão realizada pelo robô e os rostinhos realizados ao sair das salas de avaliação.
    Na arena dos robôs, o que chamou atenção dos visitantes foram os androides em ação realizando diversas missões nas mesas de competição. Cada equipe participou de dois rounds oficiais e tiveram a chance de treinar outras cinco vezes para que tudo ocorresse da melhor forma possível. Ao final do dia, competidores puderam analisar suas atuações para evoluir ainda mais nas últimas provas de amanhã.
    Neste sábado, todas as equipes passaram pelas apresentações do Projeto de Pesquisa. Este é o momento em que os competidores entram uma sala onde precisam apresentar uma solução inovadora para algum problema real da sociedade. Eles têm 20 minutos para explicar o problema e a solução, além de responder todas as dúvidas dos juízes.
    As equipes participaram ainda da apresentação de Design do Robô, etapa em que os jovens demonstram o robô que eles projetaram. Para essa avaliação, cada equipe leva o próprio computador com o software adequado instalado, para apresentar aos juízes a programação do robô.
    As apresentações de Core Values também foram realizadas hoje. Nesta etapa de avaliação, os juízes analisam os valores de cada equipe, o espírito de competição amigável, a troca de experiências e o famoso, Gracious Professionalism (jargão conhecido nos torneios FLL, que traduz o sentimento de profissionalismo e lealdade dos competidores).
     
    Albatroid
    robotica segundo dia corpo materia CRI6001A equipe Albatroid, do Sesi Taguatinga, é a grande anfitriã do Torneio Nacional de Robótica. “Jogando em casa”, os oito competidores mostraram o belo trabalho desenvolvido após meses de estudo e treinamento. O projeto de pesquisa, com base em melhorar o trabalho de apicultores no trato das abelhas, agradou os juízes. Segundo os integrantes da equipe, os avaliadores ficaram bem satisfeitos com a apresentação que eles realizaram e se interessaram bastante pelo tema.
    Nas mesas dos robôs, eles demonstraram uma evolução durante todo o dia. Entre o primeiro e o segundo round, eles tiveram um crescimento de quase 50 pontos. “Estou muito feliz porque nos rounds que fizemos hoje, a gente só está crescendo. É uma coisa que me deixa muito contente, porque mostra que a gente consegue se adequar ao momento e sempre estar fazendo pontuações mais altas”, explicou Gabriel Antunes, competidor da Albatroid.
     
    LegoField
    O desempenho no Desafio do Robô garantiu uma boa colocação para a equipe Legofield, do Sesi Gama, no Torneio Nacional de Robótica. Neste sábado, a equipe finalizou entre os 15 primeiros colocados, das 74 equipes que competem.
    Hoje, os alunos também apresentaram o projeto de pesquisa. Os jovens criaram uma plataforma que reúne animais com dificuldade de locomoção e voluntários que produzem próteses e órteses, de forma totalmente gratuita. “Os juízes elogiaram bastante nosso trabalho. Inclusive, um deles disse que teve conhecimento da nossa pesquisa na Olimpíada do Conhecimento – que aconteceu em novembro de 2016 –entrou no nosso site e gostou demais do nosso trabalho”, relata Lucas Sampaio.robotica segundo dia corpo materia CRI7127
    Além disso, os jovens apresentaram sobre o Core Values, elementos fundamentais para que a competição ocorra de forma amigável. “Nós fizemos nossa apresentação com truques de mágica. Então conseguimos deixar os juízes encantados. Eles se divertiram muito com nossa apresentação”, conta Lucas.
     
    Por fim, a equipe foi avaliada pelo Design do Robô. Lucas afirma que, durante a apresentação, os juízes não fizeram nenhuma pergunta e que isto, para o torneio, é sinal de que o robô está completo e a apresentação dos alunos foi compreendida. “Nosso robô tem dois diferencias que nos coloca à frente das demais equipes. Nós colocamos um sensor de luz de saída, que indica quais garras devemos usar, então ganhamos tempos com a troca das mesmas. O outro diferencial é que as garras não precisam de motor para funcionar”, completa o aluno.
     
    Bisc8
    Os Oito Brilhantes Inventores de Soluções Criativas ou, apenas Bisc8 apresentaram, na manhã deste sábado, para os juízes do torneio o Projeto de Pesquisa, Design do Robô e Core Values, além de competirem no Desafio do Robô. A equipe usou toda a criatividade para encantar os juízes do torneio inspirados na animação “Estranho Mundo de Jack”, um clássico de Tim Burton.
    A equipe apresentou seu projeto de pesquisa com um musical encenado pelos próprios alunos. Fantasiados de cachorros, encenaram a história de um jovem que não dava a atenção devida a seus pets. Tudo muda quando ele conhece um aplicativo que dá dicas e o ajuda a tratar melhor seus bichos. Esta foi uma das soluções apresentadas pela Bisc 8, nesta temporada da FLL.
    Além do aplicativo, desenvolvido para o regional, a turma apresentou outras duas novidades: uma casinha de cachorro automatizada e um site com muitas dicas e orientações. “Percebemos que poderíamos fazer algo a mais e corremos para melhorar nosso projeto. Fizemos tudo desde a construção da casinha com lixo eletrônico até a pintura dela”, explica a estudante Mariana dos Santos.
     
    robotica segundo dia corpo materia CRI6435Os alunos ainda se beneficiaram por fazerem o Ensino Médio Articulado do Sesi e Senai. Isso porque eles são do curso Técnico de Saúde e Segurança do Trabalho e conseguiram aplicar o aprendizado do Senai no projeto de robótica. “Fizemos um mapa de risco para os cachorros. Também usamos de outras expertises que vimos no Senai para automatizar a casinha, pintar e deixar ela o mais tecnológica possível”, explica Mariana.
    Ainda no sábado, a equipe entrou no ringue para participar do Desafio do Robô, que ocorreu de da manhã e à tarde. A primeira participação da equipe na mesa foi marcada por dificuldades com o robô, problema superado à tarde. “Fizemos 27 pontos no primeiro round e 120 no segundo. Para amanhã, esperamos dobrar a nota”, comentou Silas. O torneio leva em consideração a maior nota das três disputas e utiliza as demais para o desempate. 
     
    Tradição do DF na robótica
    O Distrito Federal vem ganhando espaço de destaque na robótica brasileira há alguns anos. Em 2016, isso ficou mais evidente, com a classificação da equipe LegoField, do Sesi Gama, para o Torneio Internacional, na Espanha. E, em 2017, essa importância do DF ganhou ainda mais força, pois, pela primeira vez, em cinco anos de Torneio Nacional de Robótica, o Sesi-DF está sendo representado por três equipes, sendo uma de cada unidade: Taguatinga, Gama e Sobradinho. Segundo Henrique Santos, assessor de educação do Sesi-DF, isso demonstra a qualidade e evolução constante dos centros educacionais do Sesi no Distrito Federal.
    “É muito bacana ver as três unidades do Sesi-DF representadas aqui. Você vê que quando começou era apenas uma unidade Sesi-DF representada e, hoje, temos três times, sendo que um deles já foi em um torneio internacional. Nós precisamos, cada vez mais, estimular esses meninos para que eles se interessem pela área da pesquisa, da ciência e das engenharias, porque a indústria é feita a partir disso: muita pesquisa e muita ciência, resultando em tecnologia e inovação, exaltou Santos.
     
    Os bons resultados conquistados nos anos anteriores fez com que as equipes do DF que participam desse Nacional tivessem uma responsabilidade ainda maior. “As equipes do Sesi-DF tiveram uma boa preparação. Foram, em média, oito meses de intenso treinamento, projetos de pesquisa muito bem estruturados. Toda a experiência das nossas equipes traz um diferencial e, com isso, uma responsabilidade maior de trazer um bom resultado para o Distrito Federal”, afirmou a diretora da unidade Sesi Gama, Susana Assunção.
    O Sesi Sobradinho participa, pela primeira vez, de um Torneio Nacional de Robótica. O diretor da unidade, Álvaro Trabuco Cruz, destaca que essa conquista é resultado de muito esforço e dedicação dos alunos e do professor. “A expectativa é muito grande. Mas estamos trabalhando da melhor forma para controlar a pressão em cima desses jovens, pois sabemos que, a parte psicológica de um garoto nessa idade é muito importante”, enfatizou Trabuco.
     
    Premiação
    Amanhã, serão realizadas as últimas provas da robótica. Às 16h, serão apresentados os grandes vencedores da competição, na cerimônia de premiação. As 20 equipes com melhor colocação serão classificadas para as etapas internacionais do torneio.
    As atividades do Torneio Nacional de Robótica FLL são abertas à visitação do público, de forma gratuita. A população de Brasília pode ver de perto os robôs realizando grandes missões, das 8h às 17h. O Sesi Taguatinga fica na QNF 24, Área Especial, Taguatinga Norte.
     
    Texto: Aline Reis, Gabriela Soares e Marcus Fogaça
    Fotos: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)
  • Começou o Torneio Nacional de Robótica no Sesi Taguatinga

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    Foi dada a largada para a 5ª edição do Torneio Nacional de Robótica First Lego League (FLL). Na tarde desta sexta-feira, na unidade de Taguatinga do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF), foi realizada a cerimônia de abertura da competição, que reúne 740 participantes de 20 estados brasileiros e o Distrito Federal. No total, são 74 equipes, sendo que três delas representam o Sesi-DF. Esta etapa nacional vai premiar os melhores colocados com vagas em torneios internacionais de robótica.robotica corpo materia CRI3585

    Durante a solenidade de abertura, estiveram reunidos no ginásio do Sesi Taguatinga todos os competidores; técnicos; juízes; anjos, que são os apoios dos estudantes; além de lideranças do setor produtivo do DF. Entre elas, o primeiro vice-presidente do Sistema Fibra, Elson Póvoa, que representou o presidente Jamal Jorge Bittar. Póvoa acredita que esse tipo de torneio traz o futuro para mais perto do Brasil. “Com certeza, daqui alguns anos, vamos ter qualidade de mão de obra, porque vocês vão ser os nossos trabalhadores de amanhã. Infelizmente, não podemos ter 740 ganhadores, mas vamos ter 740 vencedores por estarem aqui”, enfatizou o representante da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra).

    O superintendente do Departamento Regional do Sesi-DF, Albano Esteves de Abreu, participou da abertura e ficou feliz de receber tantos estudantes de todo o país em solo brasiliense. O Distrito Federal traz, pela primeira vez, representantes das três unidades do departamento regional. “Estamos, esse ano, com três equipes do DF, Sesi Sobradinho, Gama e Taguatinga, competindo com o que há de melhor no país. Estamos muito motivados e confiantes por um bom resultado das nossas equipes para, quem sabe, conquistar uma das 20 vagas do torneio internacional”, comentou empolgado o superintendente.

    Além da cerimônia de abertura, os competidores participaram, nessa sexta-feira, de um ciclo de palestras e da tradicional Festa da Amizade. Esta última marca um momento de descontração e confraternização entre os estudantes de todos os cantos do país.

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    Ciclo de palestras

    Os competidores assistiram à palestra “Controlando robôs com o cérebro: da FLL à neurociência”, ministrada por Lucas Trambaiolli. O jovem de 28 anos é formado em Engenharia Biomédica, tem mestrado em Neurociência e está concluindo o doutorado em Neurociência e Cognição. A trajetória de sucesso do jovem teve início, em 2004, quando participou do primeiro torneio de robótica realizado pela FLL. Desde então, Trambaiolli entrou no mundo do Lego e das programações. Hoje, ele é conhecido por seu projeto de pesquisa que pode mudar a vida de muitas pessoas no mundo inteiro: uma máquina capaz de realizar movimentos apenas com a força da mente.

    O projeto, que está em fase experimental, pode ser a solução para pessoas que perderam movimentos em algum membro ou possuem paralisias. Lucas dá o mérito do sucesso da sua pesquisa ao universo da robótica em que foi inserido por meio do torneio da FLL. “A robótica teve vários pontos de importância para meu projeto. A parte de desenvolvimento da pesquisa, de questionar e buscar solução e o método de investigação. Tudo isso eu aprendi dentro da robótica. Hoje, eu também uso conceitos de programação, que aprendi quando estava montando meu robô para uma competição”, ressalta Lucas.

    Os participantes também tiveram a oportunidade de assistir à palestra “Inovação: como transformar algo simples em extraordinário”, ministrada por Guilherme Constantino e Guilherme Lima, do site Aprendendo Robótica. Os jovens, que são apaixonados por tecnologia e robótica, contaram um pouco das experiências com torneio da FLL e destacaram a grande iniciativa dessas competições em influenciar crianças e jovens a desenvolver ideias inovadoras. Por fim, os competidores assistiram, ainda, ao espetáculo cientifico “Ciência em Show”.

    Robótica como profissão

    A experiência na robótica proporciona muitas oportunidades para essas centenas de jovens. Durante a cerimônia de abertura do Torneio Nacional, o secretário adjunto de trabalho do Governo de Brasília, Thiago Jarjour, se declarou um entusiasta da robótica por acreditar que se trata de uma das profissões do futuro. “Acho que a gente não só está ensinando uma profissão do futuro, mas ensinando tendência e criando uma geração muito melhor, que sabe competir de forma ética, sustentável e com respeito mútuo”, enfatizou o secretário.

    Corroborando com a opinião de Jarjour, o diretor de operações do Sesi Nacional, Marcos Tadeu, acredita que esse trabalho terá importante impacto no setor produtivo do país, daqui alguns anos. “A gente imagina que essa empolgação desses jovens, no futuro, vai se revestir em favor da indústria brasileira. Acho que desse grupo de 740 alunos que estão, hoje, no Sesi Taguatinga, sairão engenheiros, cientistas, pessoas para área de tecnologia, que são atividades que a indústria é carente. É um trabalho que não é a robótica pela robótica, é a robótica em beneficio da indústria e da sociedade como um todo”, enfatizou o diretor do Sesi.

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    Final de semana de competição

    Amanhã e domingo, serão realizadas as competições propriamente ditas. Durante os dois dias, os competidores vão ser avaliados no Desafio do Robô, Projeto de Pesquisa, Design do Robô e Core Values. No domingo, às 16h, serão apresentados os grandes vencedores do Torneio.

    As atividades do Torneio Nacional de Robótica FLL são abertas à visitação do público, de forma gratuita. Nos dois dias, a população de Brasília pode ver de perto os robôs realizando grandes missões, das 8h às 17h. O Sesi Taguatinga fica na QNF 24, Área Especial, Taguatinga Norte.

    Texto: Aline Reis e Gabriela Soares
    Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)
  • Conheça os competidores de robótica que representam o DF

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    Ana Carolina MENORNome: Ana Carolina de Moraes Baia

    Idade: 14 anos

    Série: 1º ano do Ensino Médio do Sesi Taguatinga

    Equipe: Albatroid

    “Eu era muito tímida, tinha muita dificuldade de falar em público e de me relacionar com as pessoas. Depois da robótica, isso mudou”, definiu Ana Carolina de Moraes Baia. A jovem credita à robótica as principais mudanças em sua vida, como no jeito de falar, responsabilidade e autoconfiança.

    A palavra robótica para Ana Carolina é sinônimo de crescimento. “Eu cresci fisicamente, intelectualmente, porque adquiri muito conhecimento, e também em relacionamentos porque a equipe se transforma em família”, explicou a jovem.

    A robótica teve uma grande influência na escolha profissional de Ana Carolina. Depois de entrar para a equipe do Sesi-DF ela decidiu que, no futuro, vai optar por Engenharia Mecatrônica ou Bioengenharia. “Apesar da área da tecnologia estar avançando, tem muita gente que se encanta quando ouve falar da robótica. Eu acho que isso no mercado de trabalho vai influenciar bastante. Eu sou muito grata a essa oportunidade”, enfatizou Ana Carolina.

    Para participar das equipes de robótica do Sesi-DF é preciso ter boas notas em todas as matérias escolares. Ana Carolina acredita que essa participação auxilia o jovem na gestão do tempo e incentiva para que eles se dediquem em todas as disciplinas. “Eu sou muito grata a Deus por ter essa oportunidade, é essencial para mim. Acredito que toda escola deveria ter a opção de robótica para os alunos porque ajuda bastante o rendimento dos estudantes e incentiva-os a estudar mais”, explicou Baia.

    Gabriela MENORNome: Gabriela de Lima Rizzi

    Idade: 13 anos

    Série: 9º ano do Ensino Fundamental do Sesi Taguatinga

    Equipe: Albatroid

    Gabriela Rizzi conta que toda sua realidade foi transformada depois que entrou na robótica. No começo, ela achava o estudo da robótica bem maçante, mas ao entrar em uma equipe de robótica ela conheceu o verdadeiro universo da disciplina e se apaixonou pelo mundo dos robôs.

    Com a robótica, a pessoa ganha mais responsabilidade e aumente o espírito de equipe. “E não é só robô. Tem gente que sabe mais de robô do que outras pessoas aqui, mas também tem o projeto. E por isso, o trabalho em equipe é primordial”, comenta Gabriela.

    Gabriela atua mais na parte do projeto do que do robô, propriamente dito. Isso fez com que ela valorizasse realidades completamente diferentes das dela. “Com nosso projeto, pretendemos mudar a vida de pessoas. Nós nos dedicamos bastante e queremos ajudar aqueles apicultores mais humildes e que sobrevivem com a renda de poucas colmeias”, relata a competidora.

    Gabriel MENORNome: Gabriel Antunes Alvares

    Idade: 17 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Taguatinga

    Equipe: Albatroid

    Gabriel Antunes é o mais velho da equipe Albatroid e já está há três anos na robótica. Segundo o jovem, a paixão pela robótica fez com que ele se transformasse em um aluno mais dedicado aos estudos e mais esforçado no aprendizado sobre os robôs. “Melhorou muito na minha forma de se portar, de falar, de estudar, de viver. Eu sempre venho melhorando por causa da robótica”, conta Antunes.

    O jovem divide sua rotina entre as disciplinas do curso básico, no período matutino, o curso técnico de automobilística, no Senai-DF, à tarde, e o treinamento para a robótica a noite. Nos intervalos, ele se dedica a estudar para as matérias da escola, já que precisa manter boas notas para poder continuar como integrante da equipe de robótica.

    Terminando o Ensino Médio esse ano, Gabriel pretende buscar uma vaga em uma universidade pública no curso de Física ou de Medicina. “A robótica influenciou na minha escolha já que estou mais perto da área de exatas”, explica Antunes. Diariamente, Gabriel testa várias atividades do robô e realiza incontáveis testes nas garras e motores de cada robô.

    Gabriel Antunes conta que a robótica é razão de muita emoção para ele: “acho até difícil falar, pois já chorei muito por causa da robótica. Ela transformou minha vida. Eu me dedico muito a isso e, as vezes não conseguimos o resultado alcançado, mas faz parte”.

    Gabrielly menorNome: Gabrielly Antonio

    Idade: 14 anos

    Série: 9º ano do Ensino Fundamental do Sesi Taguatinga

    Equipe: Albatroid

    A jovem acompanhava as histórias da robótica no Sesi Taguatinga e sempre sonhou em participar de uma das equipes, mas a timidez a atrapalhava de conquistar esse objetivo. Ano passado, ela conseguiu superar esse obstáculo e viu a mudança na sua vida. “Essa transformação foi ao extremo, antes não conseguia conversar com uma pessoa que eu não conhecia, por exemplo. Hoje, faço isso com tranquilidade. É muito notória a transformação que a Robótica fez em mim”, explicou Gabrielly.

    Para a jovem a expressão que melhor define a Robótica é o trabalho em equipe. A disciplina e a maneira de trabalhar que a robótica proporciona aos jovens é um grande diferencial para a vida dos estudantes. “Acho muito interessante essa oportunidade que o Sesi dá aos alunos, porque ajuda bastante os estudantes. A robótica é um grande meio deles ajudarem a gente para o futuro no mercado de trabalho”, afirma Gabrielly.

    O sonho da jovem é se tornar engenheira civil e a Robótica ajudou Gabrielly a confirmar essa escolhe, por meio do contato mais próximo com a área de exatas. A estudante acredita que a participação na etapa nacional do torneio de robótica será um grande diferencial em seu currículo.

    Geovana menorNome: Geovana Mendonça dos Reis

    Idade: 14 anos

    Série: 9º ano do Ensino Fundamental do Sesi Taguatinga

    Equipe: Albatroid

    A robótica faz parte da vida da jovem Geovana desde 2014, e há três anos ela teve a vida transformada por ter aprendido a lidar com desafios e novas responsabilidades na vida. “Depois da robótica, eu descobri que eu sou capaz de executar certas atividades, eu vi que se você quer, você corre atrás e consegue”, relatou.

    Assim como os outros colegas, a robótica mudou o jeito de ser a acabou com a timidez excessiva que atrapalhava a Geovana de se relacionar com os colegas do Sesi-DF. Isso fez com que ela passasse a tratar a robótica como uma segunda casa. Por isso, ela define a robótica como família. “A robótica para mim é o meu grande foco na vida, e defino todas as minhas atividades de acordo com os horários do treinamento”, conta Geovana. A jovem sonha em ser professora de matemática e conseguiu confirmar essa escolha depois de participar da Robótica.

    Jessica MENORNome: Jéssica Vitória Parrine

    Idade: 14 anos

    Série: 1º ano do Ensino Médio do Sesi Taguatinga

    Equipe: Albatroid

    A curiosidade foi o pontapé inicial para que Jéssica Parrine participasse da Robótica no Sesi-DF. A aluna conta que a alegria com que os colegas contavam as histórias do torneio FLL foi o que despertou o interesse nela para também participar da equipe de robótica.

    A jovem acredita que a oportunidade de participar de uma equipe de robótica pode trazer resultados em todos os aspectos da vida. “Robótica, para mim, é oportunidade. Com a robótica, eu aprendi o que eu quero pro futuro, como olhar pra ele e como trabalhar para alcançar meus desejos”, destacou Jéssica. Ela completou o pensamento dizendo o quanto se transformou depois que entrou para a Robótica: “A gente aprende a ser responsável e a trabalhar em equipe. Porque se você falta com alguma coisa, você não é prejudicado sozinho, mas o grupo todo é prejudicado junto”, relata Parrine.

    Apesar de ainda estar no 1º ano do Ensino Médio, a garota acredita que a robótica auxiliou para que ela fizesse escolhas para o futuro. “Quero fazer o curso de Relações Internacionais ou Direito e a participação no Torneio me ajudou a ter essas escolhas, porque foi onde eu aprendi a falar em público, a realizar boas pesquisas e bons projetos, o que vou poder levar para faculdade e meu futuro emprego”, enfatiza Jéssica Parrine.

    Maria Rita MENORNome: Maria Rita Lima Romeiro

    Idade: 14 anos

    Série: 1º ano do Ensino Médio do Sesi Taguatinga

    Equipe: Albatroid

    Maria Rita faz robótica desde 2014, é a mais antiga na equipe, e considera que teve a vida transformada com a participação no torneio. “Eu consegui falar mais, melhorar minha dicção, fiz novas amizades, além de adquirir novos conhecimentos da área de engenharia e do projeto”, explicou a jovem.

    Maria Rita acredita que a robótica é uma experiência que o jovem leva para a vida toda. Segundo ela, além das amizades, os conhecimentos adquiridos no período serão lembrados por toda a vida. “Eu convivo mais com os integrantes da equipe do que com minha própria família. Então, eles viraram minha segunda família e quero eles sempre comigo”, destacou.

    As expectativas da Maria Rita para o Torneio Nacional de Robótica são as melhores: “eu só penso no mundial, vamos com vontade de vencer o nacional e conquistar a vaga internacional”.

    Para o futuro, Maria Rita quer seguir uma área de humanas, mas ainda está em dúvida entre Ciências Sociais e Comunicação Social. “A robótica me influenciou porque a FLL não é só robô, e o projeto de pesquisa me influenciou muito a escolher minha profissão”, explicou a jovem.

    Vitoria MENORNome: Vitória Jovêncio Zomer

    Idade: 15 anos

    Série: 1º ano do Ensino Médio do Sesi Taguatinga

    Equipe: Albatroid

    Vitória Zomer entrou na robótica do Sesi-DF no ano passado e teve a oportunidade de ser “anjo” em um torneio nacional. A emoção, a reação dos jovens e o entusiasmo de cada participante durante a competição foi o que incentivou a jovem a participar do Torneio como competidor mesmo.

    Por causa da experiência, em 2016, a expectativa de Vitória para o Nacional de 2017 é maior ainda: “a energia será fantástica”. Robótica, para a jovem, significa futuro. “Mesmo se eu não escolher algo relacionado aos robôs, tenho certeza que o tempo dedicado a robótica vai me ajudar de alguma forma no futuro”, explica Vitória, que sonha em ser uma médica de sucesso.

     

     

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    Daniel menorNome: Daniel Alves Oliveira

    Idade: 16 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    Há 2 anos na robótica do Sesi Sobradinho, o jovem já tinha experiência advinda de outra escola que estudava. Quando descobriu que no Sesi também ofertava a disciplina, o aluno não hesitou em participar da equipe. “Apesar de ser muito corrido e cansativo, eu tenho certeza que é uma oportunidade ímpar de desenvolver habilidades e estar mais preparado para o mercado de trabalho”, ressalta Daniel.

    Admirador da robótica, Daniel fala das habilidades desenvolvidas com a prática da disciplina. “O que me encanta é que criamos várias habilidades que a competição exige. É preciso montar um robô de lego, então temos que ser detalhistas; temos que fazer programação; estudar bastante para criar um projeto de pesquisa inovador e seguir o Core Values, que são os valores”, explica Daniel.  Ele ainda ressalta as qualidades que a robótica proporcionou para a vida pessoal. “Eu aprendi a ser proativo, ser criativo, querer ajudar e ouvir a opinião dos outros”, completa.

    Para o futuro, o jovem almeja o curso de Medicina. Mas conta que após as experiências vividas com a robótica, ele se identificou com programação e tem interesse no curso de Engenha Mecatrônica. “A robótica me ajudou a ser muito detalhista, pois era preciso construir robôs. Acredito que isso pode ser um diferencial para, futuramente, ser um Neurocirurgião” ressalta Daniel. Ele, ainda, garante que a robótica será um diferencial para ingressar no mercado de trabalho. “Você começa a entender como funciona o mercado de trabalho. Acredito que hoje, se eu for contratado por uma empresa, eles vão ter muito mais de mim, porque eu aprendi a ser dedicado com a robótica”, completa.

    Guilherme menorNome: Guilherme da Cunha Sousa

    Idade: 17 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    Apenas sete meses na robótica e Guilherme já sente as mudanças advindas da disciplina. O jovem se via como uma pessoa sem autoestima, sem espirito de liderança, individualista e não sabia lidar com a opinião dos outros colegas. “Hoje eu tenho relacionamento bem melhor com o pessoal de equipe; penso mais nas outras pessoas, sei lidar com as funções que me são passadas e conclui-las com sucesso”, explica o aluno.

    Apesar da pouca experiência, Guilherme ficou com a função de mentor da equipe – pessoa que inspira, estimula, cria ou orienta (ideias, ações, projetos e realizações). A função dele é de auxiliar os colegas em todas as categorias avaliadas pela competição da First Lego League (FLL). “Eu ajudo o pessoal no projeto de pesquisa, leio artigos e indico para eles; ajudo a montar o robô, para que fique com um designer bonito e auxilio na programação também” completa o aluno e afirma que a função exige muita dedicação, pois é necessário conhecer um pouco sobre todos os assuntos.  Além disso, ele ressalta que a posição na equipe, o ajudou a se tornar mais comunicativo.

    Próximo de concluir o Ensino Médio, o jovem já faz planos para o futuro. “Eu quero fazer faculdade de Ciência da Computação ou de Engenharia Eletrônica”. Ele conta que sempre teve afinidade com a área e a aulas de robótica aguçaram, ainda mais, o desejo pelos cursos.

    Julia menorNome: Julia Alves Santos

    Idade: 17 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    A Júlia Santos é uma aluna muito mais focada, organizada e com bons planejamentos. E só ficou assim depois de entrar no Sesi Sobradinho e, especialmente, na equipe de robótica.

    Por causa da robótica, os competidores precisam abrir mão de muita coisa, desde festas até encontros familiares. “Aqui é minha segunda casa, porque eu passo muito tempo aqui, e é um local que me acolhe e me aceita. Dentro da sala de robótica, eu consigo ser a Júlia de verdade”, relata.

    Robótica para Júlia é mais do que aprender. É amor. Para ela, o processo de aprendizagem é contínuo, pois diariamente e, em todos os pontos do projeto, tem acréscimo de conhecimentos.

    E a robótica mudou ainda a rotina de dentro da casa de Júlia. A jovem passou a dividir a casa, onde até então morava só com os pais, com uma nova colega, a Mariana. “Quando teve a primeira reunião da robótica, a mãe dela não ia deixar ela participar por morarem longe da escola. Como eu moro perto, a minha mãe convidou ela para dormir lá em casa. Assim, ela virou parte da família. Eu sou filha única, sempre foi só eu. Por causa da robótica, eu aprendi a dividir tudo e a Mariana virou uma irmã para mim”, explica Júlia.

    Para o futuro, Júlia ainda está dúvida. Engenharia e Matemática são grandes paixões, mas ela ainda não sabe exatamente qual área vai seguir.

    Luan menorNome: Luan Cauê Luz Pereira Moreira

    Idade: 16 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    Luan Moreira viu sua vida transformada em todos os sentidos, nos últimos sete meses. Depois de ter a oportunidade de ser anjo no Torneio Nacional de 2016, aumentou a vontade de participar de uma equipe de robótica. Quando conseguiu a tão sonhada vaga, ele viu as mudanças principais: organização e criatividade.

    Robótica para o Luan se resume em um bom projeto, pois foi o que mais somou na minha vida. “Isso não significa que o projeto de pesquisa seja mais importante que o robô, mas me tocou mais”, explica Moreira.

    Para o futuro, Luan está em dúvida entre as áreas de Matemática e Física. “A robótica foi um impulso para que eu optasse por exatas. Tenho certeza que todo os conhecimentos adquiridos aqui poderão ser bem aplicados no meu futuro”, finaliza Lucas Moreira.

    Mariana menorNome: Mariana dos Santos Silva

    Idade: 16 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    A experiência como “anjo” no último Torneio Nacional de Robótica FLL foi o que despertou a atenção de Mariana dos Santos Silva para a robótica. Segundo ela, a alegria, a parceria entre os competidores, a possibilidade de aprendizado são algumas das coisas que mais a encantam. “A robótica me mudou muito, principalmente, pela questão da timidez. Eu nunca pensei que eu fosse capaz de apresentar algo para muita gente, eu gaguejava em frente a uma sala, por exemplo”, conta Mariana.

    Mais do que a questão do jeito de ser e da possibilidade de falar em público, a robótica mudou a vida da jovem em todos os sentidos. Para adquirir um bom resultado, os alunos da Bisc8 treinam diariamente até as 22h. Por morar muito longe da unidade Sesi/Senai Sobradinho, Mariana viu no horário e na questão da segurança um empecilho para o treinamento. Foi aí que surgiu uma nova amizade, ou melhor, uma nova família. “A robótica mudou minha vida em todos os sentidos. Por causa da robótica, eu ganhei uma grande amiga que se tornou uma irmã, já que estou dormindo na casa dela todos os dias da semana”, disse Mariana, se referindo a colega de equipe, Júlia.

    A aluna enfatiza que a robótica não é só robô, como muita gente imagina. A jovem, que sonha em ser médica no futuro, conta que a robótica ajudou, inclusive, a escolher o que fazer profissionalmente. “A Robótica é tudo para mim: mudou minha vida completamente, mudou minha perspectiva para o futuro, fez eu perder minha timidez e ganhar novos amigos. Eu indico para todas as pessoas conhecerem a robótica porque é uma coisa muito boa”, finaliza Mariana.

    Matheus menorNome: Matheus Filipe Simplício Pereira

    Idade: 17 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    “Força de vontade, esforço e dedicação” são as palavras que definem a robótica para Matheus. “Eu sempre fui muito esforçado, mas depois que entrei na robótica, eu vi que podia ainda mais”, ressalta o aluno. O que mais atraiu Matheus na disciplina foi o fato de ter programação. “A cada programação que eu fazia para o robô, e via que dava certo, mais eu me apaixonava pela robótica”, completa.

    Além da prática em programação, o jovem desenvolveu outras habilidades com a prática diária da disciplina. A robótica é uma atividade que envolve várias matérias. “A gente teve que estudar muito para ter conhecimento e desenvolver um projeto de pesquisa completo. E também temos que apresentar o trabalho, então aprendermos a perder um pouco da vergonha”, ressalta Matheus. Ele conta que antes da robótica, tinha vergonha e falar em público, ficava nervoso e gaguejava, mas que hoje fala tranquilamente.

    Perguntando sobre o futuro eu descer, Matheus conta que sempre teve muita paixão sobre Agronomia. Em certo momento da vida, teve a certeza que seguiria na área. Após a experiência de três anos com a robótica, hoje ele ainda tem dúvida entre o sonho de criança e Tecnologia da Informação. “Depois da robótica eu percebi que me dou bem com programação. Então tenho muita afinidade pela área. Mas ainda tenho um tempo até decidir qual carreira seguir”, completa.

    Mayra menorNome: Mayra Christie de Oliveira Dias

    Idade: 17 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    Até o ano passado, Mayra Christie de Oliveira era uma aluna individualista e não gostava de trabalhar em grupo. Depois que entrou para a robótica, viu sua vida transformar. “Nos sete meses de treinamento eu mudei. Eu não gostava de fazer as coisas com os outros, porque achava que tudo tinha que ser do meu jeito. A robótica te obriga a compartilhar as tarefas com as outras pessoas. Então, eu comecei a trabalhar em equipe, a delegar função, a saber dividir a tarefa de cada um, aceitar a opinião do outro e trabalhar melhor assim”, explica Mayra.

    Além dessa questão, o treinamento para o Torneio Nacional de Robótica ajudou a jovem na parte de organização. O bom planejamento necessário para o preparo da equipe fez com que ela aprendesse técnicas para melhor se organizar.

    “Robótica, para mim, é determinação, é querer. Porque se você não tiver vontade, não adianta nem entrar. São muitas horas de treino, tem que ter vontade e muita garra”, explica Mayra Dias. A participação no projeto de pesquisa do Torneio de Robótica ajudou a jovem a perceber, de fato, o gosto pela leitura e escrita.

    Para o Torneio Nacional de Robótica, a competidora da equipe Bisc8 está com ótimas expectativas. E está indo além disso: “estamos muito confiantes de que vamos passar em todas as três avaliações e acreditamos ter potencial para o internacional”.

    Victor menorNome: Victor Domingos Antunes Vidal

    Idade: 17 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    O jovem, que foi encantado pela energia e alegria dos campeonatos de robótica, fala da admiração do torneio por estimular jovens a criarem ideias inovadoras que podem, de alguma forma, transformar o mundo. “Acho muito bacana também o respeito entre os competidores. Eles querem ver o melhor para todo mundo, não apenas para eles”, completa.

    Antes de começar a participar da robótica, Victor afirma que era um jovem preguiçoso, desanimado e sem ânimo para novas atividades. Agora, apesar de cansado advindo da dedicação para os treinos que antecedem os torneios, o aluno se diz alegre e empolgado com as atividades. “A gente passa o dia todo trabalhando. Apesar de muito cansativo, nós estamos muito próximos do mundial, então vamos continuar batalhando para isto”, ressalta Victor. Ele acredita que o trabalho desenvolvido pela equipe pode ajudar muitos animais domésticos de morte prematura e abandono e os tutores com a criação dos bichinhos.

    Para o futuro, Victor deseja cursar a faculdade de pedagogia, prestar concurso e seguir carreira pública.

    Silas menorNome: Silas Adjalbas Barbosa dos Reis

    Idade: 16 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Sobradinho

    Equipe: Bisc8

    A área de tecnologia e programação sempre encantou o jovem Silas dos Reis. Quando entrou no Sesi-DF, surgiu a oportunidade de atuar na robótica o que fez com que ele gostasse mais ainda de tudo isso. Ao entrar na equipe, além de enfatizar o gosto pela programação ele presenciou uma grande mudança em suas atitudes.

    “O Silas de antes da robótica era bagunceiro, não servia como referencial para ninguém, tinha problemas com professores e com notas baixas. Por causa de todas essas características, eu fiquei fora da equipe de robótica, na primeira vez que eu quis participar. Então, eu passei a ser mais proativo e prestar atenção nas aulas, passei a ser um aluno e uma pessoa melhor”, relata Silas. O aluno de hoje é estudioso e dedicado. Essa transformação, segundo o jovem, ocorreu pelo amor que ele sente pela robótica.

    A participação na equipe de robótica resultou ainda em uma evolução na sala de aula. Em disciplinas como matemática e física, Silas sentiu uma grande mudança, pois ele aprendeu a usar mais a lógica por trás do conteúdo. Para o futuro, Silas dos Reis pretende seguir alguma das engenharias. “Provavelmente, irei fazer Engenharia de Automação, por influência da robótica. Acho que ela pode me ajudar muito no meu trabalho futuro”, finaliza o jovem.

     

    LEGOFIELD

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    Ana Claudia menorNome: Ana Claudia Alves Negri

    Idade: 14 anos

    Série: 9º ano do Ensino Fundamental do Sesi Gama

    Equipe: Legofield

    Ana Claudia sempre teve muito gosto por robôs e, ao descobrir que sua escola oferecia aulas de robótica, ela se esforçou para entrar na equipe. Sua primeira participação tem superado as expectativas ao descobrir um novo mundo e fazer novas amizades. “A equipe se tornou minha segunda família. Eu passo mais tempo com eles do que com minha própria família”, conta Ana. Ela afirma, ainda, que a robótica tem enriquecido e preparado para o mercado de trabalho, pois é incentivada a desenvolver novas ideias, adquirir conhecimentos, administrar o tempo, ajudar o próximo e nas relações interpessoais. 

    Ao ser perguntada do futuro profissional, Ana Claudia é enfática ao afirmar que será uma Microempresária. As características para isso já vêm sendo desenvolvidas com a participação na equipe de robótica Legofield. A jovem é responsável pelo projeto de pesquisa, no qual constataram que animais com deficiência não são os escolhidos em feiras de adoção e deram uma solução inovadora em que, por meio de uma plataforma, voluntários criam próteses e órteses para esses bichinhos, totalmente gratuitas. Ela é responsável também da área do Core Values – que trata dos valores que são aprendidos com a participação na robótica como: respeito ao próximo, trabalho em equipe, competição amigável, descobrir é mais importante que ganhar e compartilhar os conhecimentos.

    Catharine menorNome: Catharina Farias de Lima

    Idade: 15 anos

    Série: 2º ano do Ensino Médio do Sesi Gama

    Equipe: Legofield

    A ideia de poder fazer algo para melhorar o mundo, atraiu Catharina para a robótica. O projeto de pesquisa para participar dos torneios, consiste em criar soluções para problemas reais do mundo, de acordo com o tema apresentado. Para ela, além do contato com o mundo da tecnologia, a robótica permite ir além do comum. “Aqui você pode pensar algo diferente para poder ajudar, de alguma forma, o problema. Além disso, é uma ótima maneira para ter muito conhecimento em diversas áreas.

    Antes do contato com a robótica, a jovem titulava-se como extremamente tímida e sem amizades. Além disso, só falava com as pessoas que eram bem próximas dela, as demais, havia resistência para contato. Ela, ainda, afirma que não tinha muita responsabilidade quanto a entrega de trabalhos na escola. Hoje, após 3 anos envolvida com a robótica, a jovem viu sua vida ser transformada. “Hoje eu consigo falar com as pessoas e fazer amizade com mais facilidade. Além disso, sou muito mais responsável na escola”, completa Catharina. 

    A aluna tem o desejo de cursar Biologia Marinha, e seguir carreira na área. Ela conta que desde pequena teve afinidade com animais e tinha o habito de assistir documentários sobre animais marinhos. Como o tema do Torneio de Robótica FLL desta temporada é “Animal Allies – a relação do homem com os animais – a aluna, aumentou, ainda mais, a sua paixão por bichos. “Para nosso trabalho, a gente visitou biólogos e veterinários e eu fiquei muito encantada com o trabalho deles. Então acho que estou ainda mais certa do quero seguir carreira”, finaliza.

    Gabriel menorNome: Gabriel Álex de Almeida Serejo

    Idade: 17 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Gama

    Equipe: Legofield

     “Gaguejar, suar frio e timidez” eram algumas das dificuldades enfrentadas pelo aluno ao apresentar trabalho em grupo. Mas, após o ingresso na robótica, que aconteceu há três anos, Gabriel sente mais confiança em si e mais facilidade em lidar com a timidez. “A robótica me ajudou muito nas relações interpessoais. Antes eu tinha medo de falar algo e errar. Com a robótica eu percebi que se eu errar, tenho a oportunidade de aprender, então vai auxiliar no meu desenvolvimento”, salienta Gabriel.

    O jovem, que se prepara para o vestibular e a prova do ENEM, divide o tempo com o aprendizado da robótica e as competições. Ele afirma que a robótica tem sido um estimulo a mais para os estudos, tendo em vista que para participar das equipes, o aluno deve possuir notas acima da média. Além disso, Gabriel garante que, apesar do tempo estar corrido para escola, estudos, robótica, diversão e namorada, ele vê este momento como um investimento para sua vida profissional futuramente. “Eu vejo que vale muito a pensa todo o esforço até hoje, pois tem somado para meu profissional. Com apenas 17 anos, no meu currículo já tem curso no Senai, capacitação internacional, experiência em torneio de robótica nacional e internacional, tenho várias capacitações feitas na Universidade de Brasília. Então a robótica está me preparando para entrar no mercado de trabalho”, completa Álex.

    Gabriel é responsável pela montagem e programação do robô, que deve fazer atividades de forma autônoma em uma mesa de disputa. Com a prática, Gabriel tomou gosto pela área de mecânica e deseja cursar faculdade de Engenharia Mecânica. Ele afirma que as parcerias que a robótica proporcionou, com faculdades do Distrito Federal deram a oportunidade de conhecer alunos e profissionais do segmento, incentivando-o a gostar ainda mais da área, o auxiliando a decidir qual carreira seguir. Por atingir a idade máxima permitida pela robótica, esta é a última temporada de Gabriel na equipe Lego Field, do Sesi Gama.

    Isabelle menorNome: Isabelle Silva Rocha

    Idade: 11 anos

    Série: 7º ano do Ensino do Ensino Fundamental do Sesi Gama

    Equipe: Legofield

    Iniciante na robótica, Isabelle já consegue perceber as mudanças que ela proporciona. “Eu me vejo mais responsável e consigo me concentrar mais nas atividades que realizo”.  Além disso, garante que todo esforço e tempo dedicado à robótica, é retribuído quando vê o resultado do trabalho. “É muito gratificante ver o resultado depois de tanto esforço. Sem contar que a gente aprende se divertindo”, conta ela, referindo-se ao projeto de pesquisa, em que os alunos criaram uma plataforma que reúne animais com deficiência a voluntários que produzem órteses e próteses, totalmente gratuitas. A equipe já produziu 10 órteses. 

    Para o futuro, a jovem almeja ser uma Neurocirurgiã e garante que a robótica já vem lhe proporcionando características importantes para a profissão. “A robótica me ajuda muito a ter responsabilidade e concentração”. 

    Lucas menorNome: Lucas Alves Sampaio

    Idade: 15 anos

    Série: 1º ano do Ensino Médio do Sesi Gama

    Equipe: Legofield

    “Mudança” é a palavra que define robótica para Lucas Sampaio. Antes um jovem tímido, retraído e cabisbaixo. Hoje, vemos um Lucas sorridente, alegre, desinibido e brincalhão. “Desde que entrei na robótica, enfrentei muitas mudanças. Todas me ajudam a ser melhor cada dia melhor”, afirma o aluno. As mudanças vividas pela robótica, garantiram ao jovem novas amizades e aprendizados para o futuro. “Meu pai sempre fala que até as dificuldades que passamos aqui, é experiência para quando eu entrar no mercado de trabalho. Eu aprendi que nem tudo vai ser sempre do meu jeito. Então a gente passa a respeitar a opinião dos outros também”, ressalta Lucas.

    O jovem tem um dia corrido e divide o tempo entre escola, deveres de casa, robótica, curso de Inglês, Espanhol e diversão. Apesar do pouco tempo para a última, ele tem certeza de que a robótica está auxiliando nos estudos e vai garantir que seja um profissional diferenciado. “A robótica me ajuda muito nos estudos. Os técnicos também são professores, então tiram nossas dúvidas. E até mesmo os amigos da equipe. Alguns são mais velhos, então, quando estou em dúvida com alguma matéria, peço ajuda deles”, conta Lucas. 

    Ainda em dúvida sobre qual carreira seguir, o aluno está dividido entre Engenharia de Software ou Música, por ter o habito de tocar violão e teclado. Apesar de serem distintas, ele afirma que a robótica está sendo decisiva para o perfil profissional em cada uma das áreas. “A robótica deixa a gente desinibido, característica que uma pessoa que se apresenta em palco precisa ter. Com a prática do robô e das programações, eu também já adquiri um bom conhecimento de softwares”, explica Sampaio.

    Matheus lego menorNome: Matheus Queiroz de Assis

    Idade: 15 anos

    Série: 1º ano do Ensino Médio do Sesi Gama

    Equipe: Legofield

    O veterano da equipe garante que a robótica foi um divisor de águas em sua vida. “Antes eu não era uma pessoa muito sociável. Hoje me acho mais comunicativo e fiz muitas amizades”, afirma Matheus, que participa há quatro anos da equipe de robótica do Sesi Gama.  Além disso, ele garante que ao longo desses anos pôde conhecer várias pessoas e novas culturas. “A robótica também nos proporciona conhecer pessoas de cidades diferentes e as tradições e costumes deles”, completa.

    O jovem, que tem apreço pela área de humanas e o desejo de cursar História ou Jornalismo, conta que a robótica mudou a visão que tinha sobre as matérias de exatas. “Eu não era muito chegado em Matemática e Física. Desde que comecei com a robótica vejo com outros olhos essas disciplinas. Vi que tem maneiras lúdicas de ensinar, então o aprendizado fica mais fácil”, explica.

    Walesca menorNome: Wallesca Maysa Pessoa Borges

    Idade: 16 anos

    Série: 3º ano do Ensino Médio do Sesi Gama

    Equipe: Legofield

    Durante os três últimos anos, a robótica foi uma das prioridades na vida da Wallesca. Dedicação, disponibilidade e muita força de vontade foram algumas características que a jovem desenvolveu para conciliar a robótica com a escola e a preparação para o vestibular. “A gente treina todos os dias para a robótica, inclusive aos sábados e feriados, mas sem perder o foco nos estudos e manter a média alta para continuar fazendo parte da equipe. Além disso, o Sesi disponibiliza aulas para preparação para o ENEM aos sábados. Então, apesar de corrido, eu ainda consigo me preparar para o vestibular. 

    Apesar de não se considerar uma pessoa muito tímida, a aluna afirma que por ter um jeito fechada e não gostar de falar muito com as pessoas, ela tinha dificuldade em fazer amizade. “A robótica me deixou bem mais desinibida”, afirma Wallesca que é sempre vista na escola rodeada de amigos e ser tida como a responsável por arrancar gargalhadas dos outros.

    A jovem já pensa longe ao afirmar que deseja cursar História e, futuramente, uma especialização em História da Arte. Para tanto, Wallesca precisa ter muita leitura, boa interpretação de texto e imaginação. Características já apresentada pela jovem ao desenvolver o projeto de pesquisa da equipe junto aos demais alunos. “Eu gosto muito de ler, então isso facilitou para eu fazer as pesquisar e no projeto que apresentamos para esta temporada”, explica.

     

    Texto: Aline Reis e Gabriela Soares
    Fotos: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Sesi-DF)
  • DF terá três representantes no Torneio Nacional de Robótica

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    Nos dias 17, 18 e 19 de março, a unidade de Taguatinga do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) vai sediar o Torneio Nacional de Robótica First Lego League (FLL). São esperados 740 competidores, de 9 a 16 anos, de escolas do Sesi, redes pública e particular, e times de garagem, vindos de 20 estados brasileiros, além do Distrito Federal. No total, são 74 equipes classificadas. O Distrito Federal será representado por três equipes das escolas do Sesi-DF: LegoField, da unidade do Gama; Albatroid, de Taguatinga; e Bisc8, de Sobradinho.

    Conheça os projetos de pesquisa das equipes do Distrito Federal:

    LegoField

    A equipe de robótica Lego Field do Sesi Gama preparou um projeto denominado “The Walking Pets”. Trata-se de uma plataforma virtual em que os donos de animais com algum tipo de deficiência locomotora possam solicitar a fabricação de próteses, de acordo com o tipo de limitação do seu animal. O serviço de desenvolvimento das próteses é totalmente humanitário e gratuito, oferecido por pessoas que, por meio da plataforma, fazem seus serviços de forma voluntária.

    Ao postar na plataforma a deficiência ou dificuldade locomotora do pet, os voluntários fazem uma avaliação para depois ver a real necessidade do animal em ter uma prótese que facilite a locomoção dele. Após a análise, o diagnóstico fica disponível na plataforma, para que o voluntário possa avaliar que tipo de prótese o animal precisa e se ele tem condições para ajudá-lo.

    A equipe chegou até este projeto após um trabalho de observação em feiras de doação de animais em que, apesar de existirem muitas tentativas para adotar bichos com algum tipo de deficiência física, não é de conhecimento público nenhuma medida eficaz que seja aplicada em larga escala e de forma gratuita para o tratamento e cuidado desses animais especiais. 

    A equipe constatou que a deficiência mais encontrada entre eles é a paralisia de membros. Foi observado, também pelos alunos, que, nas feiras de adoção, apenas 10% do total de bichinhos escolhidos para ganharem novos lares são pets que apresentam deficiência motora.

    Albatroid

    “Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas, não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais não haverá raça humana”, disse o físico e humanista Albert Einstein. Isto motivou a equipe de robótica do Sesi Taguatinga, chamada de Albatroid, a embasar o projeto de pesquisa sobre as abelhas para o Torneio de Robótica FIRST® LEGO® League (FLL).

    Pesquisando sobre as abelhas e a relevância da existência para a humanidade, a equipe constatou que, pelo fato de a apicultura não ser uma profissão formal, as pessoas que atuam nesta área trabalham em situações carentes de estruturas. Então, eles observaram que a falta de controle e registro de informação das colmeias e os apiários comprometia a integridade das abelhas.

    Quando um apicultor entra nos apiários para fazer o controle das abelhas e verificar se existe algum problema que atrapalhe ou impeça o trabalho delas, os profissionais têm dificuldade de fazer anotações e relatórios no momento da vistoria. Além disso, como um apiário tem muitas colmeias, os profissionais não conseguem memorizar em qual colmeia deve fazer determinada ação. Problemas diversos podem impedir ou dificultar o trabalho das abelhas, tais como: a abelha rainha estar velha, o apiário apresentar fungo ou predadores.

    Tendo o conhecimento desta dificuldade, a equipe propôs uma solução, que consiste na criação de um sistema de gestão online, por meio de aparelho de áudio. Com um gravador de áudio e um pequeno microfone, direcionado para a boca, o apicultor faz a vistoria e vai gravando todas as informações coletadas sobre cada colmeia do apiário.  Assim, ao fim do trabalho, o profissional terá todas as informações necessárias para preservar a vida das abelhas e para que elas continuem exercendo seu trabalho. O sistema também seria capaz de gerar um relatório com informações relevantes, de acordo com o que foi observado na vistoria.

    Esta preocupação se dá pelo fato de as abelhas terem um curto prazo de vida. Durante a safra, uma abelha operária vive, em média, 38 dias, sendo 23 executando tarefas domésticas e fazendo as primeiras coletas, e 15 somente buscando alimentos. Na entressafra, a expectativa de vida aumenta, e elas chegam a viver 5 meses ou mais em climas muito frios. Além disso, tendo em vista o bem-estar das abelhas, as vistorias nos apiários podem ser feitas uma, ou, no máximo, duas vezes por mês.

    Bisc8

    Ao pensar na saúde e no bem-estar dos animais e humanos, tendo em vista a convivência cada vez mais próxima entre os seres, a equipe de robótica Bisc8, do Sesi Sobradinho desenvolveu um projeto de pesquisa, que consiste na construção de um aplicativo para celular que reúne informações seguras e adequadas sobre o bem-estar dos animais. O objetivo é que os donos de pets tenham informações de forma fácil e prática, em que possam acessar a qualquer hora e de qualquer lugar, com a comodidade do aparelho móvel.

    Após realizar uma pesquisa com a população, a equipe chegou à conclusão de que grande parte das pessoas não tem o conhecimento certo de informações relevantes sobre a saúde dos animais. O questionário foi realizado, com dezenas de pessoas, em que foi perguntado se sabiam da importância das primeiras vacinas, sobre a leishmaniose, pulgas e carrapatos e sobre quais medicações devem ser dadas aos animais. Cerca de 50% dos entrevistados não responderam com coerência as perguntas. “Nós observamos que as pessoas têm apenas o senso comum sobre essas informações importantes que podem comprometer a vida do bichinho”, ressalta a componente da equipe, Júlia Alves Santos.

    Aliado ao aplicativo, foi desenvolvida uma casa inteligente que incorpora as cinco liberdades do animal: fisiológica, ambiental, comportamental, psicológica e sanitária. Essa casa é ligada a um computador que passa as informações ao aplicativo. Isso possibilita que o dono do animal, mesmo fora de casa, consiga saber tudo o que o pet está fazendo e as necessidades dele naquele momento.

     

    Fotos: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)
  • Brasília recebe Torneio Nacional de Robótica; 3 equipes são do DF

    torneio nacional robotica 2016 corpo materia

    Nos dias 17, 18 e 19 de março, a unidade de Taguatinga do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) vai sediar o Torneio Nacional de Robótica First Lego League (FLL). São esperados 740 competidores, de 9 a 16 anos, de escolas do Sesi, redes pública e particular, e times de garagem, vindos de 20 estados brasileiros, além do Distrito Federal. No total, são 74 equipes classificadas, nas 13 etapas regionais realizadas em todo o país. O Distrito Federal será representado por três equipes das escolas do Sesi-DF: LegoField, da unidade do Gama; Albatroid, de Taguatinga; e Bisc8, de Sobradinho.

    A abertura oficial do torneio será no dia 17/3, às 15h, no Sesi Taguatinga. No mesmo dia, os alunos vão participar de palestras e apresentações de temas relacionados ao torneio. À noite, será promovida a “Festa da Amizade”, um grande encontro das equipes para confraternizar os competidores. No sábado e domingo, as atividades vão acontecer para valer. E na tarde do dia 19/3, será a cerimônia de encerramento com a premiação dos melhores alunos de robótica do país.

    As salas de aula e o ginásio do Sesi Taguatinga vão se transformar em grandes arenas para disputas nos quatro quesitos que serão avaliados pelos juízes: Projeto de Pesquisa, em que eles criam e apresentam uma solução inovadora para um aspecto do desafio; Design de Robô, em que os jovens precisam projetar e construir um robô autônomo, com códigos claros e eficientes; Core Values, parte em que são avaliados os valores dos competidores durante o torneio; e Desafio do Robô, em que é preciso realizar uma série de tarefas ou missões em rounds de dois minutos e meio.

    O tema desta temporada do Torneio de Robótica é “Animal Alliens”, que trata da relação do homem com os animais. Os participantes deverão identificar problemas de cooperação entre seres humanos e animais e desenvolver soluções inovadoras. A competição será aberta ao público e é uma grande oportunidade dos jovens verem de perto os robôs em ação. No sábado e domingo, a visitação será a partir das 8h.

    Etapa Internacional

    O Torneio Nacional de Robótica, além de premiar os melhores alunos de robótica do Brasil, classificará as equipes que mais se destacarem para participar das etapas internacionais da competição.

    Serão 20 vagas para sete campeonatos fora do Brasil realizados nos meses de abril, maio e junho deste ano. Quatro deles serão nos Estados Unidos, um na Dinamarca, um no Reino Unido e outro na Austrália.

    First Lego League

    O Torneio de Robótica First Lego League (FLL) tem o objetivo de despertar o interesse pelas ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Para isso, os alunos são inspirados e desafiados a pensar como cientistas e engenheiros. Os competidores, reunidos em equipes, buscam resolver problemas do mundo real. Além disso, planejam, projetam, constroem e programam robôs autônomos a partir da tecnologia Lego.

    Texto: Aline Reis
    Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Imprensa do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF)
  • Sistema Fibra divulga dicas para o consumo consciente da água

    A crise hídrica continua sendo um dos temas que mais geram preocupação nas famílias e nos empresários brasilienses. Diversos esforços estão sendo feitos pela população, pelo governo e pela iniciativa privada a fim de minimizar os impactos da escassez de água e desenvolver a cultura do consumo consciente e sustentável.

    A Federação das Indústrias do Distrito Federal, juntamente com as demais casas que compõem o Sistema Fibra, lançou a campanha “Sem água a indústria para”, com o objetivo de sensibilizar o setor produtivo sobre a importância da economia diária e contínua deste importante recurso natural. Além disso, também estão sendo realizadas campanhas internas voltadas para o mesmo fim. Mas, mesmo com todo este engajamento, o esforço ainda é insuficiente diante do difícil momento pelo qual o DF passa.

    Por este motivo, a Diretoria de Inteligência Estratégica e Sustentabilidade da Fibra elaborou algumas sugestões de como cada pessoa, em seu próprio ambiente, pode se engajar a esta importante causa e contribuir para a sustentabilidade e preservação da água. Confira:

    1.    A utilização de torneiras economizadoras, como as de fechamento automático e as eletrônicas, permitem uma redução de pelo menos 55% no consumo de água em relação às convencionais;

    2.    Outra opção mais simples que a substituição das torneiras é a instalação de dispositivos arejadores. Estes dispositivos dão a sensação de uma maior vazão, mas fazem exatamente o contrário, reduzem-na;

    3.    O sistema de descarga com caixa acoplada possuí vazão reduzida e a válvula de ciclo fixo pode proporcionar uma redução de consumo de 50% em relação aos sistemas mais antigos. O sistema dual de descarga pode promover uma redução ainda maior. A cada seis segundos com a válvula acionada gasta-se, em média, entre 10 a 14 litros de água. Se a válvula estiver com defeito, o consumo poderá aumentar para 30 litros. Mantenha a válvula de descarga do vaso sanitário sempre regulada e não use o vaso como lixeira ou cinzeiro;

    4.    Canos furados e vazamentos são desperdício de água potável e de dinheiro. Um buraquinho de 2 mm em um cano desperdiça 96 mil litros em um mês (praticamente dez carros-pipa de água limpa e tratada). O aumento significativo no valor da conta de água sem justificativa pode ser indicativo da ocorrência de vazamentos (visíveis ou não). Fique atento;

    5.    Reaproveite a água, utilizando baldes para reciclar o que é gasto em máquinas de lavar;

    6.    Não lave carros, calçadas, pátios nem regue jardins que possam captar água das chuvas (em período de chuva);

    7.       A ducha gasta três vezes mais água que o chuveiro comum. Considerando a abertura total do registro e um tempo de 15 minutos, um banho de ducha consome, em média, 243 litros de água. Se for com o registro meio aberto, a economia é de 90 litros. Com o chuveiro elétrico, o consumo seria reduzido de 153 litros para 51 litros;

    8.       Tome banhos de no máximo cinco minutos. Se a ducha for desligada enquanto se ensaboa e o tempo do banho for reduzido para cinco minutos, o consumo cai para 81 litros;

    9.       Feche a torneira enquanto escova os dentes, faz a barba e/ou lava a louça. Se, ao escovar os dentes, enxaguarmos a boca com um copo, economizamos 3 litros de água. Cada cinco minutos com a torneira aberta gasta-se em torno de 25 litros, quantidade suficiente para uma pessoa beber durante 12 dias;

    10.   Antes de lavar a louça, panelas e talheres, remova bem os restos de comida de todas as peças e deixe-as de molho, se necessário. Ensaboe tudo, mantendo a torneira fechada, para depois, enxaguar de uma só vez. Ao deixar a torneira meio-aberta, por 15 minutos, para lavar louça, gastamos em torno de 243 litros de água. Se você instalar um arejador na torneira da cozinha, nas mesmas condições, economizamos 105 litros de água;

    11.   Ao fechar a torneira, certifique-se de que ela não ficou pingando. Ao longo de um ano, esse pinga-pinga de “apenas umas gotinhas” desperdiça, pelo menos, 16 mil litros de água limpa e tratada, o que custa cerca de R$ 1.200 na sua conta;

    12.  Saber ler o hidrômetro é muito simples e pode ajudar a detectar problemas como vazamentos, percebidos pelo consumo fora do normal;

    13.  Aquela “vassourinha hidráulica” para limpar a calçada gasta, em 15 minutos, cerca de 280 litros de água. A mangueira gasta menos, mas também pode ser substituída por um balde (de preferência, com água reutilizada da máquina de lavar);

    14.  Sabia que, se cada brasileiro diminuísse em, apenas, um minuto seu tempo de banho no chuveiro, a energia economizada em um ano equivaleria a 15 dias de operação da usina Itaipu em sua geração máxima? E mais: se, apenas, duas pessoas em cada residência reduzissem em cinco minutos o tempo que ficam debaixo do chuveiro com a água correndo, daria para economizar bilhões de litros por mês.