Até sexta-feira, dia 23, Sobradinho recebe a Jornada Literária do Distrito Federal, que reúne crianças, adolescentes e adultos para conversar com escritores e ilustradores, assistir a espetáculos baseados em obras da literatura e ouvir histórias. Os 139 alunos da escola de Sobradinho do Serviço Social da Indústria (Sesi), todos do Ensino Médio, participaram no dia 20, quando começou a programação, no Teatro de Sobradinho. Eles tiveram a oportunidade de conhecer autores de obras que já haviam discutido em sala de aula.
Esta é a sexta edição do evento, organizado pela Associação Cultural Jornada Literária do Distrito Federal. Nas edições anteriores, passou por Brazlândia, Ceilândia, Gama e Paranoá. Em 2019, além de Sobradinho, serão realizadas jornadas em Ceilândia, de 10 a 13 de setembro, em São Sebastião, de 23 a 27 de setembro, e no Gama, de 28 a 31 de outubro.
O projeto atua em dois importantes eixos para a formação de leitores. Um é a aproximação de autores com alunos e professores, tendo como diferencial a leitura prévia, pela turma, de algum dos livros dos autores. O outro eixo é a transformação de pessoas da comunidade escolar em agentes de leitura.
A professora de Literatura do Sesi/Senai Sobradinho, Karla Cristina Moreira, trabalhou com os alunos obras de dois autores que participam do evento. A sugestão dos livros foi feita pelos mentores do projeto. Os 85 estudantes das 1ª e 2ª séries da escola leram Clarice (Global Editora, 2018), do ilustrador e autor brasiliense Roger Mello. Para os 54 alunos da 3ª série, o livro escolhido pela professora foi Cadeiras Proibidas (Global Editora, 2010), de Ignácio de Loyola Brandão, jornalista e escritor paulista eleito neste ano para ocupar a cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras.

No encontro com os leitores, os escritores têm a oportunidade de trocar ideias e de saber a percepção que tiveram dos textos. Questionado sobre o sentimento de conversar com jovens leitores sobre sua obra, o imortal Loyola afirmou: “Primeiro, contentamento. Segundo, emoção. Terceiro, felicidade. Ver as pessoas lerem e me perguntarem significa que nós nos abraçamos neste encontro”.
Marilda Bezerra, coordenadora do projeto, explica que ele surgiu da percepção sobre a necessidade de levar literatura a escolas públicas das diversas regiões administrativas. O Sesi/Senai Sobradinho é a primeira escola particular a participar. “A gente percebeu que a conexão entre o livro, o escritor e o leitor desperta o gosto pela leitura da obra. É por isso que a gente envia os livros às escolas, os professores trabalham as obras e depois a gente traz os alunos para conversarem com os autores. Essa conexão desperta no aluno o interesse por outros livros.”

Em maio e junho, foram realizadas sete oficinas de formação de mediadores de leitura com professores. “De lá para cá, já percebemos um interesse maior dos alunos por leitura. Um deles está até escrevendo um livro, outros estão fazendo poesias e me mostrando. O projeto incentivou muito e melhorou muito principalmente a parte de interpretação textual”, afirma a professora Karla, que participou do treinamento. O objetivo das oficinas foi apresentar dicas técnicas e ações práticas que podem ser utilizadas para influenciar o interesse dos estudantes pelo livro.
No caso de Geovanna Alves (foto), de 17 anos, aluna da 3ª série do Ensino Médio do Sesi/Senai Sobradinho, o objetivo foi cumprido. “Achei muito interessante e que valeu muito a pena, porque eu não gostava de ler e acredito que agora vá me animar a ler mais”, conta.
A participação nas atividades da Jornada Literária do DF é gratuita e não tem restrição de idade. Veja a programação em www.jornadaliterariadf.com.br.
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Albatroid
A equipe conquistou o primeiro lugar na categoria Design do Robô e o segundo no Desafio do Robô no Aberto Internacional Plan Ceibal, em Montevidéu, no Uruguai, de 30 de maio a 1º de junho. A ideia do time é que, por meio de um relógio de pulso usado pelo astronauta e de um aplicativo de celular, seja possível identificar grandes alterações na frequência cardíaca e tocar automaticamente a música indicada para cada situação. A Legofield, do Sesi Gama, é formada pelos alunos Carolina Andrade, Daniel Rocha, Eduardo Luz, Germana Gomes, Giovanna Ferreira, Júlia Vieira Porto e pelos técnicos Tereza Ribeiro e Kleber Carvalho.
Na indústria de roupas fitness Dona Jô Fitwear, também atendida por meio da parceria, a consultoria do Sesi-DF deu as orientações quanto ao uso de equipamentos de proteção individual, à instalação de exaustores e a melhorias na iluminação e realizou consultas ocupacionais. “A preocupação da Dona Jô começa dentro de casa, cuidando dos funcionários, dando o subsídio necessário para proteção individual e para a saúde, com a campanha de vacinação contra a gripe e os exames periódicos”, explica Lucival Junior, analista de RH da indústria.


Na disputa dos robôs, construídos com peças de Lego e programados pelos estudantes para cumprir missões em mesas que simulavam a realidade do espaço, a Lego of Olympus marcou 210 pontos e ficou em 12º lugar. A vitoriosa nesse desafio foi a equipe colombiana Starlords, que marcou 326 pontos, seguida pela goiana Gametech, com 314.
A equipe Albatroid é formada pelos alunos Amanda Merlin, Ana Carolina Moraes, Anna Clara Gomes, Eduardo Moroni, Gabrielly Borges, Guilherme Silva, Ives Djuran, Letícia Souza e Maria Rita Lima, além dos técnicos André Alcântara e Luciane Almeida.
Uma das pessoas que passaram pela carreta foi a atendente de telemarketing Paula Sandra Martins de Freitas. Ela se interessou bastante pelos cursos – tanto pelos de TI quanto pelos de outras áreas da indústria. “Quero fazer um curso voltado para o setor de alimentos. Eu achei muito interessantes as opções de TI e vou repassar para uma amiga que adora essa área”, disse.
