Autor: Nilson Carvalho

  • Conheça a política de gratuidade do Sesi-DF para 2020

    Conheça a política de gratuidade do Sesi-DF para 2020

    O Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) publicou nesta sexta-feira, 6 de setembro, a Política de Gratuidade Regulamentar 2020. O edital com as vagas gratuitas e os prazos de inscrição será lançado no fim de outubro. Os alunos já matriculados nas escolas do Sesi-DF no regime de gratuidade poderão renovar a matrícula a partir de 7 de outubro.28 01 2019 Sala de aula Sesi Gama Foto Helio Montferre 1

    As vagas gratuitas são destinadas a trabalhadores de baixa renda e dependentes, conforme os critérios do Decreto nº 6.637/2008. De acordo com essa norma, o Sesi tem de destinar um terço da receita líquida da contribuição compulsória à educação. Metade dessa parcela deve ser voltada à gratuidade, por meio de vagas na Educação Básica e na Educação Continuada e de outras ações educativas desenvolvidas pela instituição.

    Para o ano letivo de 2020, o Sesi-DF ofertará novas vagas na 1ª série do Novo Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos, além de vagas remanescentes na 2ª série do Novo Ensino Médio, na 2ª e na 3ª séries do Ensino Médio Regular e nos seguintes anos do Ensino Fundamental: 3º, 4º, 5º, 6º, 7º e 8º.

    O edital de gratuidade regulamentar para o ano letivo de 2020 será publicado no site do Sesi-DF.

    Foto: Helio Montferre/Sistema Fibra – 28.1.2019
    Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

  • Egressos do Vira Vida se reencontram no Sesi São João XXIII

    Egressos do Vira Vida se reencontram no Sesi São João XXIII

    “Uma vez Vira Vida, para sempre Vira Vida!” A frase ecoou pelo Sesi São João XXIII, no Gama, repetida em coro por 28 egressos, professores e equipe que trabalha do projeto.24 8 egressos vira vida nilson carvalho

    Eles participaram, no sábado (24), do quarto encontro de ex-alunos do Vira Vida no Distrito Federal. Durante toda a manhã, puderam rever amigos e falar das experiências após a saída do projeto, que resgata jovens em situação de risco e de extrema vulnerabilidade social. O trabalho é feito por meio de educação básica e profissional, cultura, esporte, lazer, elevação da autoestima e fortalecimento de vínculos. O principal objetivo é a inserção socioprodutiva desses jovens cidadãos, após uma trajetória transformadora que leva 16 meses.

    Bruno*, de 21 anos, fez parte da turma número 10 e entrou no projeto aos 18 anos. Enquanto estava no Vira Vida, iniciou dois cursos de graduação — em Administração e em Recursos Humanos —, ambos já concluídos. Tornou-se empresário, proprietário de uma ótica e de um laboratório óptico em Ceilândia. Orgulhoso, ofertou dois óculos de sol para ser brindes em um bingo nas atividades de sábado. “O Vira Vida me ensinou que é preciso ter foco para realizar sonhos, que é preciso mudar comportamentos e atitudes para não deixar as oportunidades da vida passarem”, afirmou.

    Para a coordenadora do Vira Vida no DF, Cida Lima, rever egressos e ouvir as histórias de mudança de vida é a maior recompensa que ela recebe. “O Vira Vida é um projeto de acolhimento, mas que tem, ao final, o objetivo da dar a esses jovens perspectiva de futuro, abrindo portas com educação, qualificação profissional e a sensação real de que são capazes e de que podem crescer.”

    Levando em conta a condição emocional e psicológica dos alunos do Vira Vida, o ambiente de convívio — o Sesi São João XXIII é exclusivamente dedicado às atividades do projeto. E a equipe técnica do Serviço Social da Indústria (Sesi) acaba tornando-se para eles uma segunda família. Em alguns casos, a única.

    A união entre os que trabalham com o Vira Vida e os jovens que passaram pelo programa ficou evidente quando todos se abraçaram em uma grande roda para ouvir os desafios uns dos outros. Os funcionários da unidade foram convidados pelos ex-alunos a participar daquele momento. Ali estavam, de mãos dadas, alunos, professores, equipes psicopedagógica e administrativa, o segurança e o profissional de limpeza escalados para trabalhar naquele dia no Sesi São João XXIII.

    A fala de Débora*, de 22 anos, é exemplo do trabalho de melhoria da autoestima e do apoio psicológico que os jovens recebem. “O Vira Vida foi a oportunidade que ninguém me deu. Hoje eu mostro para as pessoas que eu sou alguém. Estudo, tenho meu emprego e sou respeitada por onde passo”, afirmou, emocionada, a egressa da nona turma.

    O Vira Vida
    Em novembro, o projeto completará dez anos no Distrito Federal. Já formou 670 alunos de 15 a 21 anos. O próximo ciclo terá início em setembro, com a 13ª turma. A previsão é de cem alunos.

    O programa foi criado em 2008 pelo Conselho Nacional do Sesi e é desenvolvido no Distrito Federal desde 2009 pelo departamento regional.

    O trabalho é feito ao lado de outras instituições do Sistema S – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – e do governo local, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e da Defensoria Pública do DF. O projeto recebe recursos públicos destinados por meio de emenda parlamentar do deputado distrital Delmasso (PRB) desde 2016.

    Ao final de cada turma, os concluintes são encaminhados para estágios e empregos. O projeto continua acompanhando os jovens durante os primeiros seis meses após o ingresso no mercado. O monitoramento é feito por meio de visitas ao ex-aluno e do contato periódico com o supervisor dele no local de trabalho.

    *Nomes fictícios, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

    Veja a galeria de imagens.

    Texto e fotos: Nilson Carvalho/Sistema Fibra
    Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra
  • Ministério da Cidadania e Sesi atenderão 800 mil jovens até 2022

    Ministério da Cidadania e Sesi atenderão 800 mil jovens até 2022

    Cerca de 800 mil jovens de 18 a 29 anos que não estudam nem trabalham deverão ser atendidos, nos próximos quatro anos, pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) em programas educacionais que facilitam a inserção no mercado de trabalho. A meta faz parte do acordo celebrado nesta terça-feira (30) com o Ministério da Cidadania. A parceria foi assinada pelo ministro da pasta, Osmar Terra, e pelo diretor do Departamento Nacional do Sesi, Robson Braga de Andrade, que também é presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).30 07 osmar terra robson braga jose paulo lacerda 1

    Segundo o acordo, os 800 mil jovens serão atendidos com reforço de Português e Matemática em módulos de 100 horas, com o desenvolvimento das habilidades socioemocionais integrados a cursos de qualificação profissional de 200 horas, em média. O programa ajudará a promover a empregabilidade e a geração de renda desta parcela da população em situação de vulnerabilidade. Segundo o acordo, serão contemplados os jovens inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal, com prioridade para os beneficiários do Bolsa Família.

    “O Sesi tem um trabalho de reconhecida qualidade na oferta de educação básica e na educação de jovens e adultos, tendo como principal público os jovens das classes C, D e E. Esta parceria contribuirá para fortalecer este trabalho e para levar qualificação para muitos jovens, dotando-os das competências e habilidades exigidas pela indústria, o que deve trazer ganhos para a empregabilidade”, avalia Robson Andrade. “Com esta parceria, a missão institucional e a função social do Sesi ficam ainda mais fortalecidas”, completa o diretor do Departamento Nacional do Sesi e presidente da CNI. “O acordo ajudará uma parte da sociedade a mudar seu futuro”, afirma Robson Andrade.

    “Vamos capacitar os jovens chamados de ‘nem-nem’ (nem estudam, nem trabalham) usando a grande capilaridade do Sistema S. Com isso, estamos dando mais um passo para oferecer uma alternativa de um futuro melhor para nossa juventude, associando nossos beneficiários à educação de excelência ofertada pelo Sesi”, diz o ministro da Cidadania, Osmar Terra. “A parceria com o Sesi é importante para que os jovens mais pobres não fiquem mais pobres”, destacou o ministro.

    Oportunidade

    As estimativas de atendimento nos estados e no Distrito Federal consideram a base industrial e serão feitas proporcionalmente ao peso da indústria em cada Unidade da Federação. Assim, devem ser atendidos 44.318 jovens na Região Norte; 99.342, no Nordeste; 147.551, no Sul; 461.072, no Sudeste; e 47.717, no Centro-Oeste. Há também um aumento progressivo no número de pessoas que serão atendidas ao longo dos próximos quatro anos, começando com 100 mil, em 2019, e chegando a 280 mil, em 2022. O atendimento e os investimentos previstos devem ocorrer da seguinte forma:

     

    Previsão de atendimento
    2019 100 mil jovens
    2020 180 mil jovens
    2021 240 mil jovens
    2022 280 mil jovens
    Total 800 mil jovens

    Emprego

    Os cursos serão oferecidos de acordo com as particularidades econômicas de cada região, de forma a atender com maior eficiência às demandas do setor produtivo local. “O profissional qualificado tem mais chances de manter o emprego e pode conseguir uma vaga mais facilmente quando a economia voltar a crescer”, afirma o diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi.

    No caso específico da indústria, os cursos serão oferecidos considerando a capacidade instalada de cada estado e os dados do observatório do setor, que projeta o que os 28 setores industriais demandarão daqui a cinco anos em termos de qualificação técnica e competências, de acordo com a evolução dos meios de produção. Por meio do Mapa do Trabalho Industrial, por exemplo, a indústria conhece as ocupações mais exigidas por nível de qualificação e por unidade da Federação.

    O que faz o Sesi

    Criado em 1946, o Serviço Social da Indústria (Sesi) tem como desafio desenvolver uma educação de excelência voltada para o mundo do trabalho e aumentar a produtividade da indústria, promovendo a saúde e segurança do trabalhador. O Sesi oferece soluções para as empresas industriais brasileiras por meio de uma rede integrada, que engloba atividades de educação, segurança e saúde do trabalho e promoção da saúde.

    Principais números do Sesi em 2018

    Educação
    – 1.171.852 matrículas em educação básica, continuada e ações educativas

    Saúde e Segurança no Trabalho
    – 3.549.065 pessoas beneficiadas com serviços de segurança e saúde
    – 989.216 vacinas aplicadas

    Estrutura
    – 501 escolas
    – 114 unidades de vida saudável
    – 553 unidades móveis

    Recursos Humanos
    – 35.967 funcionários
    – 3.019 estagiários

     

    Texto: Agência CNI de Notícias
    Foto: José Paulo Lacerda/CNI
    Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra
  • Sesi e Senai são as instituições que mais contribuem para a formação

    Sesi e Senai são as instituições que mais contribuem para a formação

    Criados há quase 80 anos para auxiliar no desenvolvimento da indústria e no fortalecimento da economia do Brasil, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) são considerados, pelo setor privado, como as entidades que mais contribuem para a qualificação profissional no país. Sondagem realizada pelo Instituto FSB Pesquisa com 4 mil empresários de todas as regiões aponta que as instituições têm imagem altamente positiva e cujas atuações têm altas taxas de aprovação no setor privado.28 01 2019 Sala de aula Sesi Gama Foto Helio Montferre

    Os empresários ouvidos são CEOs, presidentes, vice-presidentes e sócios de empresas de micro, pequeno, médio e grande portes. A pesquisa buscou avaliar a percepção sobre a qualidade do ensino técnico no Brasil, a qualidade da educação básica técnica e profissional oferecida por Sesi e Senai e a imagem que os empresários têm das instituições, em comparação com outros atores do ensino técnico. Numa escala de 0 a 10, as entidades do chamado Sistema S receberam nota 7,0 por sua contribuição à qualificação profissional, frente aos 6,3 da rede privada e 4,9 da rede pública.

    Quando se referem aos cursos do Senai e às ações de educação do Sesi, a opinião também é positiva. Para 83,2% dos entrevistados, os cursos do Senai são ótimos ou bons, enquanto 77,4% têm a mesma visão sobre as ações do Sesi. Quando perguntados sobre a imagem de Sesi e de Senai, 89,7% a consideram positiva. A parcela que avaliou como negativa somou 2,5%. Em relação ao trabalho realizado pelas duas instituições, 35,4% dos entrevistados consideram como ótimo e 49,8% como bom, enquanto 1% percebem a atuação das duas casas como ruim ou péssima.

    “O Sesi e o Senai têm um elevado reconhecimento da população brasileira com relação ao indispensável trabalho que realizam na qualificação de mão de obra de trabalhadores de vários setores, na formação de jovens de baixa renda e em ações para o aumento da produtividade e da inovação no setor industrial brasileiro”, diz o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. “As instituições servem ao objetivo de atender e antecipar as diversas demandas dos diversos setores da indústria. A qualificação permanente e atualizada da mão de obra exige sinergia e simbiose com quem produz.”avaliacao empresarios sesi senai

    Formação profissional

    O ensino técnico no Brasil, como um todo, tem avaliação positiva, sendo considerada ótima ou boa para 47,3% dos empresários ouvidos e regular por 38,4%. Uma ampla maioria (84,1%) aponta aspectos positivos do ensino técnico, sendo a qualidade dos cursos (32,3%), oportunidade emprego/estágio (11,9%) e formação dos trabalhadores (8,5%) os atributos mais citados. Em relação ao Senai, 87% citaram pontos positivos da instituição e indicaram, de forma espontânea, a qualidade dos cursos (41,2%), a formação de trabalhadores (13,4%) e os cursos (9,8%) como seus principais atributos.

    O ensino técnico e profissional, aliás, é a principal referência feita pelos empresários quando perguntados sobre o Senai. As citações ligadas à qualificação do trabalhador chegam a quase 60% das menções espontâneas dos entrevistados, sendo “ensino técnico/profissionalizante” a mais dita (30,2%), seguida de “cursos” (16,2%) e “cursos voltados para a indústria (12%). Os cursos técnicos são, de forma destacada, as ações e atividades desenvolvidas pelo Senai que são as mais conhecidas dos empresários, citados espontaneamente por 78,7% dos ouvidos.

    A educação básica e outras modalidades de ensino oferecidas pelo Sesi também contam com reconhecimento dos empresários da indústria. Em relação à opinião dos entrevistados, 60,5% citaram algum ponto positivo sobre a instituição, sendo a qualidade dos cursos (14,5%) a formação dos trabalhadores (9,1%) e ações de lazer e cultura (8,2%), além de trabalhos sociais realizados (7,2%).

    Serviços

    Além de serem reconhecidas como referência em educação voltada para o mundo do trabalho, serviços prestados por Sesi e Senai de apoio à atividade industrial também têm avaliação positiva entre os empresários industriais. As soluções de tecnologia e inovação oferecidas pelo Senai, por exemplo, são consideradas como ótimas ou boas por 68,2% dos ouvidos. Os serviços de promoção de saúde e segurança do trabalho (SST) oferecidos pelos Sesi às empresas industriais, por sua vez, são considerados ótimos ou bons por 45,9% dos entrevistados.

    Gestão dos recursos

    Como integrantes dos Serviços Sociais Autônomos – o chamado Sistema S – são financiados por contribuições compulsórias recolhidas sobre as folhas de pagamento das empresas industriais. Para os ouvidos, em relação ao modelo de gestão de recursos, 78,3% consideram que as entidades empresariais são as que têm maior capacidade para administrar os recursos, enquanto 11,6% avaliam que a atribuição deve ficar com o governo e 4,3% consideram que deve ficar com ambos. Entre eles, 84,1% concordam total ou parcialmente que a gestão privada garante maior eficiência à utilização dos recursos utilizados na educação profissional.

    A pesquisa também consultou os empresários sobre sua percepção da relação custo-benefício da contribuição compulsória para financiamento das atividades do Sesi e do Senai de apoio à atividade industrial. Mais da metade (55,1%) a consideram muito boa ou boa, enquanto 19% a percebem como regular. Apenas 9,5% dos entrevistados avaliam a relação custo-benefício como ruim ou muito ruim. Em relação ao eventual uso dos recursos para outras finalidades, como alocação para o ajuste fiscal ou o financiamento da Previdência, os empresários se mostram amplamente contrários: 76,4% discordam em parte ou totalmente com propostas neste sentido.

    Como diferentes públicos percebem o Sesi e o Senai

    Além de prospectar a percepção de empresários da indústria, o Instituto FSB Pesquisa realizou outras três sondagens para colher a opinião de públicos sobre a atuação do Sesi e do Senai. Nesse sentido, foram ouvidos 200 jornalistas de todo o País, 75 stakeholders (seleto grupo de altos executivos) e 273 parlamentares. Seguem as principais conclusões das pesquisas por público:

    Empresários

    Jornalistas

    Stakeholders

    Parlamentares

    Imagem

    89,7% avaliam como ótima ou boa

    90% avaliam como
    ótima ou boa

    84% avaliam como ótima ou boa

    79,1% avaliam como ótima ou boa

    Atuação

    85,2% avaliam como ótima ou boa

    91,5% avaliam como ótima ou boa

    85,3% avaliam como ótima ou boa

    70,8% avaliam como ótima ou boa

    Gestão dos recursos

    78,3% concordam que gestão privada é mais eficiente

    91% concordam que gestão privada é mais eficiente

    88% concordam que gestão privada é mais eficiente

    73,6% concordam que gestão privada é mais eficiente

     

    Texto: Agência CNI de Notícias
    Foto: Helio Montferre/Sistema Fibra – 28.1.2019
    Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra
  • Sistema Fibra, parte da construção e da história de Brasília

    Uma das maiores obras da humanidade, Brasília foi erguida no centro de um Brasil que ainda tinha a urbanização concentrada nas Regiões Sul e Sudeste. Um canteiro de obras de proporções colossais, que, mesmo depois da inauguração, em 1960, continuava a funcionar com o trabalho de milhares de operários.17 Mecanica Automoveis TerezaHezim

    Em 1958, os candangos já eram atendidos pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), sob a administração nacional da entidade. Em um galpão na Vila Operária da Novacap, na Candangolândia, eram oferecidos serviços de saúde e educação e atividades de lazer.

    Anos depois, em 1966, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) iniciou a atuação do Distrito Federal, por meio do departamento regional de Goiás. Era oferecida capacitação profissional em convênios com o Ministério da Educação, a Fundação do Serviço Social e o Banco Regional de Brasília, atual Banco de Brasília (BRB).

    A união dos braços da indústria do DF no Sistema Fibra foi em 1972, quando seis sindicatos criaram a Federação das Indústrias de Brasília (Fibra), que passou a atuar como a entidade de defesa dos interesses do setor. Em 1973, com a fundação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-DF), a atual estrutura do Sistema Fibra — Fibra, Sesi, Senai e IEL — é completada.

    O ano de 1974 marcou a instalação do Sesi-DF e a expansão da rede de serviços ao industriário e à comunidade. No mesmo ano, o Senai-DF inaugurou a primeira escola, em Taguatinga. Havia centros de formação profissional e de desenvolvimento de pessoal, além de um centro de tecnologia especialmente para atender à grande demanda da construção civil. No ano seguinte, a escola do Gama foi aberta.

    O Sesi-DF inaugurou outras duas unidades, no Gama e em Sobradinho, que, com a de Taguatinga, que operava desde 1968, formaram uma rede de promoção de qualidade de vida ao trabalhador, com amplo atendimento em saúde e segurança do trabalho.

    17 ConsultorioDentarioSesiFotoSistemaFibra

    Na formação educacional, o Sesi-DF é pioneiro na adoção das diretrizes do Novo Ensino Médio, que se tornará obrigatório em 2021, mas já é aplicado em cinco turmas. Tem no currículo regular a Educação Tecnológica, com destaque para a Robótica. No Festival Sesi de Robótica, em março, no Rio de Janeiro, competiram três equipes brasilienses, das quais duas se classificaram para torneios internacionais.

    A estrutura de formação profissional do Senai-DF está em cinco regiões administrativas. Além de Taguatinga e do Gama, foram instaladas unidades em Sobradinho, no Itapoã e em Brazlândia. Juntas, atenderam em 2018 quase 21 mil alunos em cursos presenciais e mais de 7,4 mil em cursos a distância – 15 mil deles foram beneficiados com vagas gratuitas. São trabalhadores que receberam formação de qualidade em uma grade de cursos atualizada de acordo com as demandas das empresas, tendo melhores condições de se posicionar em um mercado de trabalho com alto desemprego e forte concorrência.

    Fotos: Aula do curso de Mecânica de Automóveis, no Senai Taguatinga, em 1981. Foto: Tereza Hezim/Sistema Fibra – 6.4.1981 | Dentistas do Sesi-DF fazem atendimento nos anos 1980. — Foto: Arquivo/Sistema Fibra

  • Eduardo Eugenio assume presidência do Conselho Nacional do Sesi

    O Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi) deu posse na terça-feira (19) a Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira no cargo de presidente. Ele sucede a João Henrique de Almeida Sousa. A cerimônia de transmissão do cargo ocorreu na sede do conselho, em Brasília.

    Ao assumir, o novo gestor citou a responsabilidade do Sesi, principalmente nas áreas de educação e de qualificação. Falou, ainda, do papel da instituição no aconselhamento aos empresários, no sentido de usar a criatividade e de melhorar os serviços. “A ousadia está em nosso DNA, por isso temos a obrigação moral de ajudar o Brasil e as empresas. É essencial dialogar com as lideranças empresariais: elas precisam se apoiar nesse projeto em prol do nosso país”.

    O novo presidente do Conselho Nacional do Sesi também preside a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

    Sobre o conselho
    O órgão normativo superior do Sesi é responsável por inspecionar e fiscalizar os 27 departamentos regionais e o departamento nacional. Aprova diretrizes, normatiza e fiscaliza ações do Sesi em todo o País. Também aprova o orçamento geral da entidade e a distribuição de recursos aos departamentos regionais para execução de serviços. O presidente do Conselho Nacional do Sesi é nomeado pelo presidente da República, conforme o Decreto nº 9.665/1946.

    Texto: Gerência de Comunicação da Fibra, com informações do Conselho Nacional do Sesi
    Foto: Conselho Nacional do Sesi

  • Educadores do Sesi-DF debatem ideias para o ano letivo

    Educadores do Sesi-DF debatem ideias para o ano letivo

    Diretores, coordenadores, professores e assistentes pedagógicos do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) iniciaram nesta segunda-feira (21) a Semana Pedagógica de 2019. 22 semana pedagogica sesiO encontro anual é uma oportunidade de trocar experiências, discutir o papel dos educadores na formação de cidadãos, definir temas a serem abordados no ano letivo e desenvolver ferramentas de ensino, além de aprender técnicas de mediação de conflitos.

    As atividades ocorrerão até quinta-feira (24) na unidade de Taguatinga e seguem o tema Professor, o Estrategista no Processo de Ensino-aprendizagem. Os participantes também discutirão as expectativas para o ano letivo deste ano, que se iniciará em 28 de janeiro, a educação interdimensional e o Novo Ensino Médio.

    “A proposta do Sesi-DF é promover uma educação inovadora e de qualidade, que vai além do básico e que explora o universo do conhecimento para formar não só estudantes, mas cidadãos”, explica a superintendente da instituição, Gricelia Melo.

    Para ela, o encontro estimula o desenvolvimento dos profissionais e o trabalho coletivo. “Dessa maneira, criamos um novo olhar sobre a educação em um momento de reflexão e de capacitação baseado em trocas.”

    O pedagogo Alfredo Gomes da Costa ministrou a palestra de abertura Transforme Vidas com a Presença Educativa. Ele falou sobre educação integral, paradigmas do desenvolvimento humano, plenitude humana e pedagogia da presença.

    “Os educadores têm de ter uma visão ampliada dos conteúdos educativos, aplicar metodologias diversificadas e explicar a serventia do conhecimento na vida de seus alunos”, disse.

    Outro ponto abordado por Gomes foi a empatia. “É preciso sair do ambiente burocrático da sala de aula. O diferencial é fazer mais do que o esperado. É ter dedicação de tempo e prazer em compartilhar conhecimento.”

    Troca de experiências

    A professora de Geografia do Sesi Taguatinga Analice Duarte acredita que a semana pedagógica ajuda a aprimorar técnicas e expor novos conceitos e ideias. “Trabalhar com criança e adolescente é um desafio constante. Poder contar com dicas e propostas diferentes aumenta o nosso leque de atuação”, afirma.

    Essa necessidade de manter um ambiente de interação dos educadores estimulou a criação do projeto Café com Ideias já no primeiro dia da semana pedagógica.

    A intenção é que o encontro entre os educadores das unidades do DF ocorra regularmente durante o ano. “Queremos ampliar iniciativas bem-sucedidas e estimular a troca de experiências”, disse a coordenadora de Educação do Sesi-DF, Nubia Rosa.

    Veja a galeria de imagens.

    Texto: Dayane dos Santos
    Foto: Helio Montferre/ Sistema Fibra
    Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

  • Edital de gratuidade regulamentar para ano letivo de 2019 é publicado

    Edital de gratuidade regulamentar para ano letivo de 2019 é publicado

    [Atualização em 29 de outubro: O calendário das inscrições para as vagas remanescentes foi alterado de 31 de outubro a 9 de novembro para 6 a 9 de novembro.]

    O Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) lançou nesta segunda-feira, 22 de outubro, o edital de abertura de vagas de gratuidade regulamentar para o Ensino Médio no ano letivo de 2019. As 214 vagas são para pessoas de baixa renda. Até 29 de outubro, serão aceitas apenas inscrições de trabalhadores da indústria, que têm prioridade. As vagas remanescentes serão abertas à comunidade de 6 a 9 de novembro.sesi taguatinga cristiano costa fibra 1

    Há vagas para ingresso na 1ª série do Novo Ensino Médio nas três escolas do Sesi-DF: Gama, Sobradinho e Taguatinga. Para a 2ª e a 3ª séries do Ensino Médio Regular, as vagas na modalidade de gratuidade regulamentar são apenas na escola de Sobradinho.

    Os alunos da 1ª série do Novo Ensino Médio do Sesi aprofundarão seus estudos no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), também de forma gratuita. Em Taguatinga, a formação profissional é no curso de Técnico em Redes de Computadores. Em Sobradinho, Técnico em Eletrotécnica. No Gama, são duas opções: Técnico em Eletrotécnica e Matemática e suas Tecnologias.

    As inscrições são por ordem de atendimento, exclusivamente por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do Sistema Fibra, pelo telefone (61) 4042-6565, das 8 às 18 horas, de segunda a sexta-feira. No caso do Novo Ensino Médio, o curso de formação profissional de interesse deverá ser informado ao SAC e não poderá ser trocado depois. Após a ligação, o responsável legal do estudante terá o prazo de dois dias úteis para confirmar a inscrição pessoalmente na escola, apresentando a documentação abaixo:

    Ficha de inscrição preenchida – disponível na secretaria escolar

    Cópia da carteira de trabalho

    Cópia da Guia da Previdência Social (GPS) – documento que comprova que a empresa é contribuinte da indústria

    Boletins de notas do ano letivo 2018, assinados e carimbados pelo centro de ensino no qual o aluno se encontra devidamente matriculado

    No ato da confirmação da inscrição, o responsável deverá redigir uma declaração manifestando se enquadrar em situação de baixa renda ou apresentar documento que comprove ser beneficiário do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

    É exigido que o estudante esteja, no momento da inscrição, regularmente matriculado e cursando o nível imediatamente anterior àquele em que deseja se matricular para o ano letivo de 2019. Deve, ainda, estar dentro da faixa etária indicada no item 3 do edital.

    O Sesi-DF fornecerá aos estudantes da modalidade de gratuidade regulamentar as isenções da taxa de matrícula e de todas as mensalidades, além dos livros didáticos e do uniforme (duas camisetas, uma calça, uma bermuda e um casaco). A confirmação da inscrição ocorrerá no ato da entrega da documentação na escola do Sesi de interesse e a lista completa dos beneficiados será publicada no site www.sistemafibra.org.br/sesi e nos murais das escolas em 19 de novembro.

    A matrícula dos alunos contemplados na modalidade de gratuidade regulamentar deverá ser feita de 20 a 29 de novembro, das 7h30 às 18 horas, na secretaria escolar.

    Renovação de matrículas

    Os alunos contemplados com a gratuidade do Sesi-DF em anos anteriores poderão renovar a matrícula normalmente, com os mesmos benefícios. Não será preciso se inscrever novamente.

    Novo Ensino Médio

    O Novo Ensino Médio, seguindo as novas diretrizes do Ministério da Educação, terá duração de três anos e será ofertado a novos alunos com a idade máxima de 16 anos (no ato da matrícula), para ingresso na 1ª série. Traz a integração do Ensino Técnico com as disciplinas regulares divididas por área de conhecimento, em apenas um turno.

    Os planos de ensino serão estruturados em quatro áreas de conhecimento: Matemática e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Além desses quatro itinerários básicos, os alunos vão passar pelo quinto itinerário, chamado de formativo para profissionalização, que, no Sesi-DF, será em parceria com o Senai-DF.

    Texto: Aline Roriz e Dayane dos Santos
    Foto: Cristiano Costa/Sistema Fibra
    Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

  • Vida espacial é tema de projetos do Torneio de Robótica

    Vida espacial é tema de projetos do Torneio de Robótica

     Como tornar a rotina de um astronauta mais agradável em longas viagens espaciais? Como resolver a escassez de água e de alimentos e tornar a vida do viajante espacial menos cansativa do ponto de vista psicológico?

    Com o tema Into Orbit — Em Órbita, em português —, os participantes da etapa regional do Torneio Sesi de Robótica First Lego League 2018/2019 vão buscar, em equipe, respostas para essas perguntas. A competição foi lançada oficialmente na manhã do sábado (1º), no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga Norte.01 09 torneio robotica df 3

    O público, formado por 450 alunos de oito escolas públicas e privadas, entre elas as do Serviço Social da Indústria (Sesi-DF), no Gama e em Taguatinga, entrou no espírito das viagens espaciais com a palestra do professor, astrônomo e doutor em Física Marcelo de Oliveira Souza (foto).

    “Tudo o que vocês já viram em filmes de ficção científica que contam histórias de viagens ao espaço já existe, é realidade”, afirmou o professor a uma plateia atenta, apresentando as tecnologias utilizadas para a exploração espacial, de corpos celestes e de planetas. Marte, por exemplo, já recebeu vários robôs exploratórios e hoje tem circulando em sua superfície o Curiosity, lançado pela Nasa em 2008. Desde 2012, quando pousou, ele envia dados e imagens da superfície do planeta vermelho a cientistas na Terra.

    O professor apresentou a realidade dos tripulantes da Estação Espacial Internacional (em inglês, International Space Station, ISS), que, desde 2000, mantém equipes na órbita da Terra realizando trabalhos de pesquisa, construção e de manutenção.

    Os ocupantes da ISS passam de três meses a um ano embarcados, convivendo com extremos como a ausência de gravidade, o pouco espaço para se locomover e a pequena equipe – a tripulação da estação é de seis pessoas. “Um dos grandes desafios das agências espaciais é tornar a vida desses profissionais mais agradável tanto na rotina de trabalho como no convívio humano, na condição psicológica. Quem sabe os projetos de vocês não possam servir de base, de ideia para uma solução a ser aplicada no espaço?”01 09 torneio robotica df 2

    Para a aluna da 1ª série do Ensino Médio do Sesi Taguatinga Ana Carolina de Moraes Baia, de 16 anos, a solução para o desafio está dentro da nave. Integrante da equipe Albatroid, Ana adiantou que o projeto do time vai focar o projeto em algo que possa melhorar a condição física ou mental do astronauta enquanto ele está embarcado. “Apesar de ser muito diferente do ambiente em que vivemos, o espaço interno da nave é um ambiente mais controlado, diferente do espaço sideral, que tem variáveis que a gente não consegue nem imaginar.”

    Segundo o palestrante, esta geração de crianças e adolescentes vai viver a exploração espacial em um nível que nunca foi visto. “A corrida espacial está aberta novamente. Os Estados Unidos e a China disputam quem vai voltar primeiro à Lua e isso pode ocorrer a partir de 2020. Estes jovens têm uma grande oportunidade de se inserirem nessa realidade com esses experimentos e de se tornarem parte desse processo.”

    A coordenadora de Educação do Sesi-DF, Nubia Rosa, define o ensino da robótica como o caminho que leva os alunos a descobrirem as novas tecnologias para se prepararem para os desafios que vão encontrar na vida e no mercado profissional. “Os alunos no Sesi têm a robótica na grade curricular, que permite o contato constante com as novas tecnologias. Esses jovens precisam se preparar para as mudanças que já vêm ocorrendo na vida e no mercado de trabalho, precisam estar prontos para os empregos do futuro.”

    A etapa no DF

    Interessados em participar da etapa regional do Torneio Sesi de Robótica, que será em 9 e 10 de novembro, no Sesi Taguatinga, podem se inscrever até 30 de setembro na página da competição. Cada equipe deve ter de dois a dez membros, de 9 a 16 anos, além de dois técnicos (um é suplente).

    O Sesi-DF terá quatro equipes nessa etapa – duas da escola do Gama, LegoField e Lego of Olympus; uma de Sobradinho, Bisc8; e uma de Taguatinga, Albatroid.

     O torneio

    O Torneio Sesi de Robótica First Lego League é a etapa brasileira de um programa internacional de exploração científica que promove o ensino de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática no ambiente escolar e contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais para a vida. A cada ano, estimula o trabalho colaborativo, a criatividade e traz desafios do mundo real para os alunos. Na última temporada, os desafios foram em torno do uso e do transporte da água.

    Criada em 1998 pela organização não governamental First, em parceria com o Grupo Lego, a competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e da programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia Lego Mindstorm. No Brasil, desde 2013, o Sesi é a instituição responsável pela organização do torneio (etapas regionais e nacional). Mais de 17 mil alunos brasileiros já participaram da disputa.

    Veja a galeria de imagens.

    Texto: Nilson Carvalho
    Fotos: Helio Montferre/Sistema Fibra