Albatroid é premiada como estrela em ascensão no First Championship 2026

Escrito por

em

02052026 First Championship Foto Dayane dos Santos Sistema Fibra capaFormada por estudantes do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF), a Albatroid está entre as três equipes que receberam o prêmio Rising All-Star no First Championship 2026. No torneio mundial de robótica, a premiação é concedida a equipes estreantes que demonstraram conhecimento sobre a competição, domínio das temáticas do torneio, espírito de equipe e alto potencial de crescimento.

A competição, realizada na cidade texana de Houston, nos Estados Unidos, começou na quarta-feira (29) e terminou no sábado, 2 de maio. Embora tenha sido a primeira vez da Albatroid no mundial, a equipe de estudantes do Sesi Taguatinga — cuja composição se renova a cada temporada — já tem 15 anos de história em torneios regionais e nacionais na First Lego League Challenge (FLLC). Nessa modalidade, robôs programados e montados com a tecnologia Lego por crianças e adolescentes de 9 a 15 anos têm de cumprir uma série de missões.

Na temporada 2025/2026, a Albatroid é integrada pelos estudantes Isabela Brito, de 12 anos; João Victor Ataides, Julia Sousa e Matheus Gomes, de 15 anos; além do mentor Filipe William Cavalcante, de 16 anos, e dos técnicos André Mota e João Mateus Nascimento, professores de Educação Física e de Filosofia, respectivamente. Os quatro estudantes são novatos na FLLC.

“Há um ano estávamos participando da seletiva escolar para fazer parte da Albatroid e hoje estamos entre os melhores do mundo. Eu não imaginava que chegaríamos tão longe e em tão pouco tempo. A nossa conquista é resultado de dedicação e do amor que sentimos pela robótica”, celebra a capitã do time, Julia Sousa.

É a primeira vez que uma equipe do Sesi-DF da FLLC chega ao mundial. A Albatroid foi um dos três grupos brasileiros competindo em Houston nessa modalidade.

A coordenadora de Tecnologias Educacionais do Sesi/Senai-DF, Gabriela Barbie Linhares, destaca o trabalho desenvolvido com os estudantes ao longo da temporada. “São horas dedicadas a treinamentos, adaptação de projetos e alinhamento de estratégias de jogo. A disputa vai muito além de robôs se enfrentando, é construção de hard skills [habilidades técnicas mensuráveis] e de soft skills [competências comportamentais e interpessoais], fundamentais para o mercado de trabalho”, explica. A profissional acompanhou a equipe na viagem.

01052026 First Championship Foto Dayane dos Santos Sistema FibraRobô entre os 20 melhores
Na FLLC, as equipes são avaliadas em quatro categorias: projeto de inovação, desafio do robô, design do robô e core values. No desafio do robô, a Albatroid garantiu a 19ª posição entre 160 times da modalidade. Com o robô Gaara, projetado pelos estudantes, a equipe alcançou 530 pontos no primeiro round oficial, 495 no segundo e novamente 530 no terceiro.

Cada round leva dois minutos e meio. Após ser lançado na mesa de competição, o robô age de forma autônoma, sem controle remoto, para cumprir as missões e pontuar o máximo possível (até 545 pontos). Na temporada 2025/2026, as missões simularam escavações arqueológicas, exploração de minas e descoberta de relíquias.

“As disputas na mesa são o auge do torneio. É onde todos se empolgam e vibram pelo robô. Eu, como programador da equipe, me sinto realizado quando vejo que conseguimos desempenhar com excelência o desafio, mesmo não alcançando a pontuação máxima”, diz o aluno do 9º ano do Ensino Fundamental do Sesi Taguatinga João Victor Ataides.

Durante a fase nacional, que ocorreu em março, em São Paulo, o Gaara alcançou a maior pontuação possível em dois dos três rounds disputados na mesa e venceu a categoria Desempenho do Robô. A Albatroid também foi a terceira finalista da premiação principal, o Champion’s Award, o que lhe assegurou a classificação para o mundial.

A competição no Texas é o ápice de cada temporada de torneios da organização estadunidense For Inspiration and Recognition of Science and Technology (First), que promove o interesse de crianças e jovens por ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Projeto de inovação
As equipes que competem na FLLC também são desafiadas a identificar um problema real relacionado ao tema da temporada, que em 2025/2026 foi arqueologia, e a apresentar uma solução ou melhorar uma já existente. Como projeto de inovação, a Albatroid planejou uma solução para ajudar profissionais na busca por artefatos antes das escavações em sítios arqueológicos: é o Bingo, acrônimo para Busca de Indícios de Grande Porte Ocultos.

Além da Albatroid, representou o Distrito Federal no First Championship 2026 a Robot’s District, na modalidade First Robotics Competition (FRC).

Texto e fotos: Dayane dos Santos
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *