“A matemática está em todas as coisas: na elaboração de uma receita, nas contas de casa, nos jogos eletrônicos e até no cinema. Minha turma fez um trabalho de avaliação da geometria nos filmes. Descobrimos que, aliadas a estratégias visuais, as formas transmitem mensagens”, contou Laura Almeida (foto), de 17 anos, da 3ª série do Novo Ensino Médio do Sesi Sobradinho. Ela e a turma montaram um espaço na Mostra de Artes, Ciências e Tecnologias onde os visitantes podiam explorar a matemática de diferentes maneiras.
A aplicabilidade da área de conhecimento no dia a dia, a evolução do cinema e a exibição de conteúdos didáticos nos filmes foram alguns dos temas explorados no projeto. “O formato dos rostos dos desenhos animados influencia a percepção do telespectador. Por exemplo, os redondos passam a mensagem de serenidade e alegria, os quadrados são os personagens tidos como chatos e rabugentos e os triangulares são de vilões”, explicou Laura.
O evento, que ocorreu simultaneamente em três escolas do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) — Gama, Sobradinho e Taguatinga —, em 5 de novembro, teve como tema Bicentenário da Independência: 200 anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. É o mesmo da 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
Para o professor de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Diego Campidelli, da escola de Sobradinho, a temática permitiu o acesso dos jovens a conteúdos de livros, artigos e documentários de diversos segmentos. “A pesquisa em diferentes plataformas permite que eles aprendam a definir quais são as fontes de informação segura e a entender os tipos de documentos que temos de apoio ao estudo. Quando falamos da história do nosso país, é preciso aflorar o espírito de pesquisador, o que corrobora para a construção do desenvolvimento intelectual dos alunos. Além disso, em uma feira é possível explorar uma quantidade maior de conteúdo.”
O objetivo da mostra foi apresentar à comunidade escolar trabalhos dos alunos do Ensino Fundamental II e do Novo Ensino Médio feitos em sala de aula no decorrer deste ano letivo. Além de adquirir conhecimento científico durante o processo, o evento foi uma oportunidade de descontração e de interação entre os colegas.
“A metodologia de unir teoria e prática potencializa o aprendizado, pois as crianças e os adolescentes se envolvem nas temáticas de forma lúdica. Assistir ao que o outro fez é uma troca enriquecedora, além disso a mostra estimula a criatividade”, afirma a gerente de Educação Básica do Sesi-DF, Denize Marques.
No Sesi Gama, houve trabalhos sobre cultura, evolução do atendimento de saúde e da ciência, histórico do esporte, fatos marcantes e releitura de obras. Um grupo de alunos do 8º ano do Ensino Fundamental falou sobre tecnologias educacionais e, no estande, os visitantes puderam montar e construir robôs com peças de Lego.
Já no Sesi Taguatinga, houve apresentações de teatro e de curtas-metragens. Estudantes mostraram ao público protótipos de aplicativos, customização de roupas com reaproveitamento de peças e um biodigestor caseiro.
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
A iniciativa faz parte da programação da 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorrerá de 28 de novembro a 4 de dezembro, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. O Sesi-DF participará da programação com seis projetos exibidos na mostra.
Também haverá exposição da robótica de competição da instituição, uma peça teatral e apresentação musical de integrantes do Vira Vida — programa executado pelo Sesi-DF que atende adolescentes e jovens de 15 a 21 anos em situação de extrema vulnerabilidade social.











“As restrições impostas pela pandemia da covid-19 foram inúmeras, entre elas o contato direto com pessoas. Estar aqui hoje, participando de uma competição, é motivo de celebração, após esse período de distanciamento. É um momento de integrar colaboradores de diversas áreas, tais como administrativa, financeira e de vendas, no mesmo espaço para nos divertirmos”, afirma um dos coordenadores de Gestão de Orçamento dos Correios Alberto Campos, de 39 anos. Ele conta ainda que “o estímulo em conjunto, da empresa pública que trabalho e da estrutura física do Sesi em sediar os jogos, é benéfica em todos os sentidos. Um ambiente saudável requer pessoas saudáveis.” Alberto também é o capitão e técnico do time masculino de futsal dos Correios, que venceu o primeiro jogo por três a dois.


Durante o festival


Os times são avaliados por juízes quanto ao desempenho e a autonomia do robô, o cumprimento das missões e a agilidade do processo, por exemplo. Cada equipe compete nas mesas, como são chamadas as arenas, em três rounds, podendo atingir a pontuação máxima de 700 pontos em cada rodada. A maior nota atingida pela equipe é a considerada para a disputa.
O primeiro momento é dedicado à apresentação das equipes e ao planejamento de estratégias de jogo. “Eu fiquei me perguntando como iríamos nos comunicar e se seria tranquilo trabalhar com pessoas de outros lugares do mundo. O incrível disso tudo? É que não só estamos dialogando como estamos fazendo novas amizades”, conta, sorridente, Victória Resende, de 16 anos, da Bono. A competidora é a que tem mais habilidade com a língua inglesa e carrega a função de tradutora da equipe. “Sempre fui apaixonada por estudar outras culturas e idiomas e poder estar apoiando meus amigos no Open é mágico.”


Na FLL, as equipes precisam desenvolver e programar um robô autônomo para executar missões em uma arena, além de criar uma solução inovadora para um problema do mundo real, ambos dentro da temática da temporada.